Jesus fez-se pobre para nos enriquecer com a sua pobreza

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Caros diocesanos Anuncio-vos que a Igreja vai iniciar na quarta-feira de cinzas, dia 5, a caminhada quaresmal para o encontro festivo com Jesus Ressuscitado na Sua Páscoa.

Caros diocesanos Anuncio-vos que a Igreja vai iniciar na quarta-feira de cinzas, dia 5, a caminhada quaresmal para o encontro festivo com Jesus Ressuscitado na Sua Páscoa. Quem de nós não precisa de encontrar Cristo Glorioso e de fazer a experiência de viver a vida a partir do encontro re+criador com o Senhor que venceu a morte e nos capacita para vencer o pecado, o vazio interior e a solidão ? Venho convidar-vos a percor-rer com verdade e com alegria este caminho para Cristo que é a exercitação quaresmal, na comunhão e no espírito da Igreja. Para isso indico-vos algumas pistas. Lede a mensagem do Santo Padre para esta Quaresma. Assimilai-a, deixai-vos interpelar por ela e divulgai-a. Tem um titulo sugestivo “(Jesus) fez-se pobre para nos enriquecer com a sua pobreza”. E o comentário, ao jeito do Papa Francisco a este versículo da Bíblia, é muito belo. A partir desta mensagem, aceitai comigo o desafio de com Jesus nos fazermos pobres para enriquecer os outros com a nossa pobreza como Ele fez. Para nos ‘para nos fazermos pobres e enriquecermos os outros com nossa pobreza’ realizai – e ajudai as nossas crianças e os nossos doentes a realizar – os três grandes exercícios de santidade que a Igreja oferece: a oração, o jejum e a esmola. São exercícios inseparáveis entre si. Não se realiza bem um deles, menosprezando os outros. Na verdade, não reza bem aquele que reza muito mas que não é conduzido pela oração ao jejum do seu ‘eu egoísta’ para escutar o que Deus lhe pede. Também não reza bem aquele que não se esforça por partilhar de verdade os seus bens – e o bem principal é a vida – para que os outros sejam felizes… Também não conseguirá jejuar do ‘ egoísmo’ nem dar os seus bens e a vida pelos pobres, para os integrar plenamente na comunidade o fiel que não se coloca, diante de Deus, no silêncio orante. Vencei a tentação de dizer ‘eu não preciso de conversão’. Evitai a tentação daquele que, embora dizendo “sou muito pecador”, não reconhece em concreto este e aquele pecado nem se esforça com sinceridade por mudar de vida nem emprega os meios recomendados pela Igreja para isso, nomeadamente a confissão. Não digais ‘ não tenho tempo’. Fazê-lo, seria de algum modo afirmar que na vossa escala de valores Jesus não está em primeiro lugar. Não passeis pela Quaresma como quem dorme. Fazei tudo para que a Quaresma passe por vós, entre na vossa vida e vos una a Jesus, fonte da alegria que dá encanto à vida. Ninguém se torna esbelto se fica a olhar os que fazem ginástica sem fazer, ele mesmo, os exercícios. Ninguém se torna parecido com Cristo ‘pobre para nos enriquecer’ se não realiza os exercícios da oração, do jejum e da esmola com a profundidade que eles têm e aceitando o esforço que os acompanha. Quem está desperto ponha- -se a caminho e não avance sem despertar os outros para a nova oportunidade de nos tornarmos discípulos de Jesus com um coração sábio, reto e perfeito como o d’Ele e para a nova oportunidade de fazer a experiência de Jesus Ressuscitado. Lembrai-vos de que ‘com Jesus Cristo, renasce sem cessar a alegria’ para nós, para a igreja e para a sociedade. Rezai por mim, rezai uns pelos outros, rezo por vós e a sobre todos imploro a bênção de Deus, nosso Pai.

Setúbal, 25 de Fevereiro 2014

+Gilberto, Bispo de Setúbal

PS – O Contributo Penitencial de 2013 permitiu os seguintes apoios, como tinha sido comunicado: Fundo de emergência Diocesano 20.040,00; Centro para Idosos em S. Tomé e Príncipe: 4.294,00; Refugiados católicos na Síria: 4.294,00. Deus abençoe a nossa generosidade. O Contributo Penitencial deste ano é para apoiar a vitimas do tufão acontecido, há meses, nas Filipinas e um terço é para ajudar a construir a igreja do Faralhão, em Setúbal. É um meio de nos ‘fazermos pobres para enriquecer os outros com nossa pobreza’. Coragem.

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05 de Março de 2014