Agrupamento 371 Baixa da Banheira: 46 anos de atividades e três novos dirigentes

O Agrupamento 371

O Agrupamento escutista 371 na Paróquia da Baixa da Banheira assinalou 46 anos de atividades numa Eucaristia com as promessas de três novos dirigentes, no sábado dia 2 de dezembro. Um fim de semana de festa e solidariedade com um programada variado, desde a sexta-feira anterior: participação no Banco Alimentar; Vigília de Oração das promessas de dirigentes; jogo, convívio e fogo de Conselho.

A Chefe Rosa Bule realçou a importância do Agrupamento 371 na área da paróquia para a educação não formal das crianças, adolescentes e jovens e como as promessas marcam a continuidade e vitalidade dos escuteiros católicos na Baixa da Banheira e Vale da Amoreira

Paróquia da Baixa da Banheira (PBB): Qual a importância do agrupamento 371 da Baixa da Banheira na área da paróquia – Baixa da Banheira e Vale da Amoreira – na educação não formal das crianças, adolescentes e jovens?

Chefe Rosa Bule (RB): O aparecimento do escutismo na Baixa da Banheira veio preencher uma lacuna na educação das crianças e dos jovens na medida em que esta comunidade estava carente de projectos que fossem ao encontro dos adolescentes. Por outro lado, na comunidade paroquial o escutismo católico assumindo uma proposta educativa claramente virada para uma vivência na natureza e no pequeno grupo, exerce um grande atracão junto dos adolescentes que frequentam a catequese e que encontram aqui um espaço de desenvolvimento pessoal e social cristão alternativo.

Os anos foram passando e o agrupamento foi-se adaptando às mudanças do paradigma social. Muitos casais jovens emigraram e já se vai notando uma redução nas crianças e jovens que procuram o escutismo. Já nada é fixo e estável, tudo parece mais confuso e contraditório. Hoje os nossos escuteiros têm mais presente a ideia de que pertencem a um movimento internacional, multiétnico, ecuménico, intercultural, onde as fronteiras facilmente se esbatem mas de onde emergem, também, movimentos em sentido contrário.

PBB: O que se festeja em 46 anos de atividades?

RB: O que se festeja é a educação. O que se festeja é o sucesso de um método cujo fim único é educar, implementado por Baden-Powell um Homem simples mas com uma vida cheia e brilhante. Educar através da ação.

Os agrupamentos são o centro da pedagogia escutista. É no agrupamento que os jovens adquirem um quadro de valores que lhes serão úteis para a vida. Por isso, o sentido da frase “educar para a vida” é pertinente. Estamos a educar os jovens para terem oportunidades educativas em que possam desenvolver conhecimentos, competências e atitudes. Estamos a educar para vivermos em comunidade e amarmos e cuidarmos da mãe natureza. Estamos a Educar para formar cidadãos empenhados, livres, e solidários que estejam dispostos a transformar o mundo, deixando a sua marca e tornando-o um pouco melhor.

O escutismo ajuda os jovens a crescer mas é bom termos todos a absoluta noção que quando o escutismo ajuda os jovens a crescer está a agir na comunidade e na sociedade.

PBB: Qual a importância da promessa de três novos dirigentes para a continuidade e vitalidade do Agrupamento 371?

RB: Ser dirigente do CNE é estar ao serviço do escutismo. Os agrupamentos necessitam de ter dirigentes para darem continuidade ao trabalho desenvolvido no agrupamento.

A investidura de novos dirigentes acrescenta valor ao agrupamento. Sobretudo quando são jovens dirigentes com um percurso desde lobitos e que trazem o carisma do escutismo bem vincado na atitude e na entrega ao movimento. Certamente vão revitalizar o agrupamento e reanimar aqueles que já são dirigentes há mais anos.

(da esquerda para a direita) Bárbara Dias, Jorge Saramago, Vanessa Soares e Margarida Chagas (Chefe Regional)

Foi em festa que o Agrupamento 371 e a comunidade paroquial testemunharam a promessa de Vanessa Soares, Jorge Saramago e Bárbara Dias recebendo os novos dirigentes em festa.


(PBB): Bárbara Dias qual a importância desta nova etapa no CNE como dirigente no Agrupamento 371?

Bárbara Dias (BD): É poder contribuir para uma revitilização neste agrupamento, motivar os próximos caminheiros/recursos adultos a serem dirigentes e estarem ao serviço deste movimento e sobretudo, evangelizar.

Quando fazemos este compromisso, fazemo-lo como dirigente do CNE, ou seja, comprometo-me com todos os agrupamentos dentro e fora do país e não só com um agrupamento apenas. Para além disso, é uma honra poder dar o melhor de mim ao lado de pessoas que deram o seu melhor a mim enquanto eu era criança e jovem.

PBB: O que aprendeste/ganhaste até hoje no CNE?

BD: Desde os 9 anos que estou no CNE, portanto muito daquilo que sou, e sobretudo as causas que defendo, tem como base muito daquilo que aprendi neste movimento. É uma escola de valores sociais, humanos e católicos muito forte e sobretudo uma escola que ensina a sonhar.

PBB: O que é ser escuteiro católico?

BD: Ser escuteiro católico para além de sonhar, é aprender a ter fé e sabermos que nunca estamos sozinhos. Deus olha por nós, pelos nossos rapazes e raparigas. Cabe a nós individualmente espalhar a sua palavra e agradecer as suas obras.

PBB: O que significa a promessa e a Lei do Escuteiro no teu dia-a-dia?

BD: Significa poder transmitir ao próximo (família, amigos, colegas de trabalho) tudo aquilo que sou e acredito. É ser exemplo em tudo o que faço e digo, mesmo estando em ambientes hostis e adversos a sermos fiéis à promessa e leis.


PBB: Jorge Saramago qual é a importância da nova etapa que assumes como dirigente no Agrupamento 371?

Jorge Saramago (JS): Ser dirigente do CNE é ser exemplo, é estar disponível para os jovens que nos são confiados, e ser um irmão mais velho que ajuda no crescimento  dos jovens e os guia.

PBB: O que aprendeste/ganhaste até hoje no CNE?

JS: Entrei no escutismo aos 8 anos, por isso, muito do que sou hoje, a este movimento o devo. Aqui cresci e aprendi, criei o meu grupo de amigos que me acompanha até aos dias de hoje, e com o qual vivi mil aventuras.

Aqui tornei-me adulto, e um cidadão mais responsável e consciente, tudo graças aos chefes que sempre me acompanharam e auxiliaram nesta caminhada.

PBB: O que significa a promessa e a Lei do Escuteiro no teu dia-a-dia?

JS: A  promessa de escuteiro é um compromisso que cada um de nós faz perante Deus, perante a Igreja e a pátria. O lenço que nos é colocado no dia da promessa é sinal desse mesmo compromisso que fazemos e lembra-nos do mesmo.

No entanto, não é necessário andar sempre de lenço para se ser escuteiro. Cada jovem e adulto no CNE sabe o compromisso que fez e acaba por guiar toda a sua vida nesse sentido. A lei é o que nos dirige e aponta o caminho, não só no movimento mas em toda a nossa vida.


PBB: Vanessa Soares e para ti qual é a importância da nova etapa no Corpo Nacional de Escutas agora como dirigente no agrupamento da Paróquia da Baixa da Banheira? 

Vanessa Soares (VS): ser dirigente do CNE implica uma entrega. Implica também estar disposto a procurar ser exemplo para as crianças e jovens que serão futuros cidadãos. Ser dirigente é orientar, guiar os jovens no caminho correto.

PBB: O que aprendeste/ganhaste até hoje no CNE?

VS: Aqui, vivi as maiores aventuras, experiências, histórias, da minha vida.
Aqui criei o meu grupo de amigos.
Aqui aprendi a ser mais responsável, respeitadora, organizada.
Aqui eu cresci. Aqui eu ganhei uma família.


O Agrupamento 371 da Baixa da Banheira em números

  • 19 Lobitos
  • 27 Exploradores
  • 36 Pioneiros
  • 20 Caminheiros
  • 9 Caminheiros em serviço
  • 9 Dirigentes

Chefe Rosa Bule: O objetivo do escutismo é educar. Educar para a cidadania. A educação não-formal no escutismo reflete-se no jogo escutista e no aprender fazendo de forma estimulante de preferência no acampamento escutista, ex-libris do nosso método. Tudo o que se faz no escutismo tem uma intenção educativa.

O Corpo Nacional de Escutas – CNE é uma associação de educação não-formal, cuja missão consiste em contribuir para a educação dos jovens, partindo dum sistema de valores enunciado na Lei e na Promessa escutistas, ajudando a construir um mundo melhor, onde as pessoas se sintam plenamente realizadas como indivíduos e desempenhem um papel construtivo na sociedade.

Entrevista conduzida por Carlos Borges, paroquiano da Baixa da Banheira

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07 de Dezembro de 2017