Diácono João Paulo Duarte foi ordenado na Sé de Setúbal

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Ontem, dia 08 de dezembro, D. José Ornelas, Bispo de Setúbal, ordenou um novo Diácono a caminho do Presbiterado para esta Diocese. Na Solenidade da Imaculada Conceição, dia em que a Diocese sadina celebrou a sua padroeira sob a invocação de Santa Maria da Graça, nasceu o mais recente membro do clero diocesano: o Diácono João Paulo Duarte.

No início da celebração, o Bispo diocesano lembrou todos os sacerdotes e diáconos que, noutros anos, foram ordenados neste dia. Já na homilia, dirigindo-se de forma fraterna e amiga ao João Paulo Duarte, lembrou o seu percurso até este dia, e os dois ministérios em que tinha sido instituído anteriormente: o ministério de leitor e o ministério de acólito.

Chamado a revelar o carinho de Deus

Durante a homilia, D. José Ornelas apontou alguns traços que o Evangelho apresentava sobre Nossa Senhora, e disse que Ela é “fonte de inspiração para o João Paulo para ser, a seu exemplo, servo do Senhor, no cuidado do seu Povo” e que “ensina todos os que estão ao serviço do Evangelho a serem carinhosos, misericordiosos, próximos dos pobres e dos que sofrem, cuidadores de todas as fragilidades, como ela foi do bebé Jesus que foi confiado aos seus cuidados”.

O Prelado assinalou, ainda que a vocação é fruto de um olhar carinhoso de Deus: “Quando Deus chama alguém ao seu serviço e lhe confia uma missão, não está simplesmente a procurar um empregado, mão de obra voluntária e barata. Esse chamamento é, antes de mais, expressão de uma predileção pessoal e de confiança”.

Ao João Paulo, disse: “És chamado a revelar o carinho especial de Deus, particularmente para com os mais pobres e os caídos à beira da estrada, para levantar os que sucumbiram na sua fraqueza e no seu pecado, para dar ânimo aos que já não têm olhos para ver a luz da esperança. Dessa ‘compaixão’, que se aprende do Coração de Cristo, é que nascem a missão e o serviço em nome do Evangelho”. Leia toda a homilia, aqui.

A ordenação de um Diácono

O momento da ordenação do novo Diácono revela-se de alguns gestos concretos. Em primeiro lugar, decorre a promessa daquele que vai ser ordenado diácono, seguindo-se a súplica litânica com o canto das Ladainhas, enquanto o eleito está prostrado.

 

Depois, o Bispo diocesano impõe, em silêncio, as mãos sobre o eleito e reza a oração de ordenação. Após este momento, o novo diácono é revestido com as vestes diaconais (a estola pendida sobre o ombro esquerdo e a dalmática) e recebe, em seguida,  o livro dos Evangelhos.

 

No final da Eucaristia, à saída, o Diácono João Paulo foi cumprimentando pelas dezenas de familiares e amigos presentes. Seguiu-se um jantar no Seminário de Almada.

O que é um Diácono?

Os diáconos participam de modo especial na missão e na graça de Cristo. “É próprio do diácono […] administrar solenemente o Batismo, guardar e distribuir a Eucaristia, assistir ao Matrimónio e abençoá-lo em nome da Igreja, levar o Viático aos moribundos, ler a Sagrada Escritura aos fiéis, instruir e exortar o povo, presidir ao culto e à oração dos fiéis, administrar os sacramentais, presidir aos ritos do funeral e da sepultura” (LG 29) e desenvolver ações de caridade. Os diáconos não podem celebrar Missa, nem o sacramento da reconciliação ou santa unção porque são ordenados “não em vista do sacerdócio, mas do serviço” (LG 29).

Anabela Sousa

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09 de Dezembro de 2017