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“Que viva, cresça e floresça”

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Não quero e não vou fazer despedidas neste escrito – até porque não acabamos, pelo que não há lugar a despedida alguma. Há, sim, uma mudança, uma evolução, como podemos ler na mensagem do nosso Bispo que segue nesta última edição impressa do nosso Semanário Diocesano.

Contudo, e porque a história também não nos deixa incólumes na sua passagem, obviamente que sinto este momento como marcante e especial. Alguma nostalgia surge já, mas o realismo obriga-nos a olhar para diante e tentar corresponder aos tempos de hoje.

As terças feiras que há 15 anos nos foram roubadas de forma violenta são-nos agora devolvidas mas vamos ter de reaprender a viver e a contar com elas como um dia útil para tanta outra coisa, sem as horas angustiantes do fecho do jornal. Agora, as atualizações serão mais frequentes, pelo que não teremos muitos atropelos de tempo nem excessivas agonias de ver ficar pronta a publicação.

Mas fica obviamente a memória agradecida: como esquecer que o jornal começou – literalmente – na cozinha da Casa de Nª Sª Esperança, na Rua Batalha do Viso, em Setúbal, porque o resto do chão estava absolutamente impróprio para utilização? O espetáculo de uma secretária dentro da chaminé (convenientemente tapada) é no mínimo épico.

E como não lembrar que começámos a trabalhar em meios hoje quase arqueológicos em termos informáticos, como zipdrives, e com fotografias tiradas por câmaras digitais de 1.5 megapíxeis?

E ainda como não lembrar as edições emocionantes e cansativas do tempo em que a mesma redação assegurou a publicação do Jornal de Almada e de vários suplementos formativos?

Hoje dá para rir, e para sentir já alguma saudade. Mas olhamos com confiança para o tempo que vem e com agradecimento para o tempo que nos foi dado já.

Recordamos os que estiveram no início e já não estão, e os que não estavam e agora já fazem parte da vida.

Agradecemos a Deus tudo o que nos trouxe até ao dia de hoje, e pedimos que continue a dar força e inspiração para aquilo que nos dá.

Aos nossos colaboradores fiéis, o nosso bem-haja por tudo, e também aos nossos leitores, com quem esperamos poder contar, se bem que noutro suporte exclusivo.

Que viva, cresça e floresça.

P. Francisco Mendes

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02 de Janeiro de 2017