“O cristão não se pode conformar com as injustiças e misérias” – D. José Ornelas no encerramento da Semana Cáritas

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A Semana Cáritas, na Diocese de Setúbal, concluiu no passado sábado, dia 04 de março, com a Eucaristia presidida pelo Bispo diocesano, D. José Ornelas, na Igreja de São José Operário (Feijó). Na ocasião, o Bispo de Setúbal afirmou que o cristão tem que ser “ativo” e “não se pode conformar com as injustiças e com as misérias”. 

“Nós não nos podemos fechar em nós mesmos – assinalou o Prelado – Temos que ser gente solidária ao serviço deste mundo. É o Senhor quem nos dá tudo e nos ensina a partilhar e por isso, o que recebemos, gratuitamente, de Deus na Eucaristia temos que o colocar ao serviço dos outros. A Cáritas é organização da Igreja Cátolica que se faz presente junto daqueles que mais precisam”.

Ao encerrar esta semana, Domingos de Sousa, presidente da Cáritas Diocesana de Setúbal, deixa-nos, abaixo, um balanço das diferentes iniciativas programadas e os desafios que ficam para o futuro.

“A partilha fraterna, procurando ajudar na resolução de problemas”

“A Cáritas Diocesana escolhe todos os anos paróquias diferentes para iniciar a semana e para terminar, sendo dois momentos, um de anúncio e outro de balanço. É uma oportunidade para dar a conhecer o que é a Cáritas Diocesana, o que faz, que dimensão tem, que respostas sociais possui, como funciona e, até, que dificuldades tem.

Pretende-se que todos sintam que a Cáritas Diocesana, estando sediada em Setúbal, é de todos e para todos, servindo os mais pobres da Diocese. As paróquias com mais dificuldades recorrem à Cáritas e, dos fundos angariados no peditório, nos ofertórios e na campanha “10 Milhões de Estrelas”, faz-se a partilha fraterna, procurando ajudar na resolução de problemas.

As atividades programadas para a semana também se realizam, algumas, fora de Setúbal. Outras há que, devido à necessidade de dar oportunidade aos setubalenses e aos trabalhadores realizam-se, preferencialmente, na cidade.

Foi um programa simples, com muito simbolismo, não deixando de parte as preocupações quaresmais com a vivência da Via Sacra, mas também levando para fora de Setúbal uma representação teatral pelos utentes do Centro Social S. Francisco Xavier, dando-os a conhecer a outras pessoas e a oportunidade de actuar noutros palcos. Foi o caso do evento cultural que se realizou no Montijo, no dia 01 de março. Portaram-se muito bem e pareciam atores profissionais.

“Ninguém tem o direito de hipotecar o futuro dos vindouros”

Na  sexta-feira, dia 02, tivemos a conferência subordinada ao tema da Semana, “Uma só Família Humana, uma Casa Comum”. O senhor professor Viriato Soromenho-Marques fez a introdução do tema e, depois, três representantes de diferentes religiões deram a sua visão. Ficámos ainda mais conscientes que vivemos, de facto, numa casa que é comum, que todos temos de nos preocupar e pensar cada vez mais na casa que vamos deixar, e como, aos nossos descendentes, não tendo ninguém o direito de hipotecar o futuro dos vindouros.

A colheita benévola de sangue, no Montijo e Alhos Vedros correu bem, como sempre. O empenho das equipas que prepararam as atividades foi grande, apesar de a participação em noites frias e chuvosas não ter sido a mais desejada. Fica o desejo de, no próximo ano, inovar mais.

A semana terminou com o peditório público que, apesar do mau tempo e de muitas paróquias não terem acesso às áreas comerciais, nem por isso deixou de em alguns casos melhorar em relação ao ano anterior. Estamos a receber informação e é prematuro fazer, neste monento, o balanço desejado.

A todos quantos participaram na preparação do programa e atividades da semana, bem como às paróquias que nos acolheram e de um modo particular ao senhor Bispo, o nosso muito obrigado.”

Eng.º Domingos de Sousa, Presidente da Cáritas Diocesana de Setúbal

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08 de Março de 2018