Catequistas de Setúbal aprofundaram formação nas Jornadas Nacionais de Catequese

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O Secretariado Nacional de Educação Cristã realizou as “Jornadas Nacionais de Catequistas 2018”, de 26 a 28 de outubro, em Fátima, subordinadas ao tema «Ser Catequista Hoje: As Dimensões da Formação». Estiveram presentes cerca de 600 catequistas de todas as dioceses de Portugal. A Diocese de Setúbal contou com a presença de 19 catequistas.

Foram três dias cheios de formação, convívio, vivência comunitária da fé, oração em intimidade com Jesus Cristo e aprendizagem de conteúdos fundamentais para o amadurecimento dos catequistas enquanto cristãos empenhados em Igreja.

As conferências abordaram temáticas como: “O Plano de Formação de Catequistas 2018»; «As Dimensões Querigmática e Mistagógica da Catequese», «Primeiro Anúncio e Discipulado – Objetivos, Conteúdos e Pedagogia e Exemplificação a partir do Tema 1 do Curso “Ser Catequista” e «Catequista: Discípulo e Acompanhante», apresentadas por D. António Moiteiro, Pe. Joaquim Nunes Ganhão, Dr.ª Maria Luísa Boléo e Dr. Paulo Campino, respetivamente.

Como em anos anteriores, as Eucaristias foram sempre momentos altos e participativos, por parte de todos os catequistas presentes, bem como as orações da liturgia das horas propostas. Fazendo parte integrante destas jornadas e da tradição, apesar do frio, chuva e vento forte e gelado, os catequistas e restantes crentes/peregrinos participaram ativamente no terço e na procissão na Capelinha das Aparições, na noite de sábado.

Mais uma vez se verificou quanto é importante a formação cristã do catequista enquanto agente pastoral que está em nome da comunidade a evangelizar os mais novos e suas famílias. Só com formação adequada, sistemática e com uma vivência dos valores evangélicos é que se pode desempenhar adequadamente este ministério ao qual a Igreja nos chama.

Plano de Formação para a Catequese

O Plano de Formação, aprovado pela Conferência Episcopal Portuguesa, propõe formação inicial; formação fundamental; formação para os coordenadores de catequese e, ainda, para os formadores de catequistas.

O 1.º módulo do curso de iniciação, bastante interessante, propõe que o catequista faça uma reflexão muito pessoal e bem orientada sobre o que o levou a ser catequistas, sabendo que «um discípulo missionário vive num processo de conversão permanente, disponibilizando-se para crescer sempre mais, aprofundando a fé e vivendo na comunhão da Igreja.» e que na boca do catequista, deve “ressoar sempre o primeiro anúncio: Jesus Cristo ama-te, deu a sua vida para te salvar, e agora vive contigo todos os dias para te iluminar, fortalecer, libertar» (EG 164).

O catequista «deve considerar-se um guia espiritual que acompanha no caminho do Senhor.» (CAEJ 31), sendo só possível atingir tal objetivo se ele próprio já tiver experimentado um encontro pessoal com Ele, não só a partir da Bíblia, mas também na intimidade da oração, na frequência dos sacramentos e no amor a Deus e aos irmãos (catequizandos, familiares, comunidade paroquial …).

A formação de catequistas deve estar «impregnada e embebida de pensamento, espírito e atitudes bíblicas e evangélicas, mediante um contacto assíduo» com os próprios textos sagrados, já que «a catequese será tanto mais rica e eficaz quanto mais ler os textos com a inteligência e o coração da Igreja» (DGC 127).

A formação do catequista para ser uma formação adequada aos tempos de hoje deve ser querigmática, mistagógica, fundamentada na palavra de Deus, promotora de comunhão comunitária eclesial  e de um acompanhamento pessoal, baseada ainda num processo sistemático, orgânico e integral.

A Igreja é chamada a iniciar os seus membros na arte do acompanhamento personalizado, devendo haver um especial acompanhamento na formação de cada catequista.

Artur Barros

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05 de Novembro de 2018