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Palácio Nacional de Mafra e Santuário do Bom Jesus de Braga são Património Mundial

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O Palácio Nacional de Mafra e Santuário do Bom Jesus do Monte foram ontem classificados Património Cultural Mundial pela UNESCO.

A decisão foi anunciada em Baku, no Azerbaijão, onde decorre a reunião do comité da Organização das Nações Unidas para para a Educação, Ciência e Cultura.

Numa reação publicada na página da presidência da República, Marcelo Rebelo de Sousa afirma que “a inscrição do Palácio Nacional de Mafra e do Santuário do Bom Jesus em Braga na Lista do Património Mundial elaborada pela UNESCO é um motivo de grande regojizo”.

“Saúdo vivamente os promotores destas candidaturas, os autarcas, os diplomatas, as autoridades civis e eclesiásticas, e todos aqueles que, também na sociedade civil, ajudam a levar mais longe o património português físico, histórico, artístico, religioso ou intelectual”, acrescenta o presidente da República.

Em declarações publicadas na página da internet da Arquidiocese de Braga, D. Jorge Ortiga afirmou que o reconhecimento da UNESCO tem “um valor incalculável”, que ultrapassa “claramente” as fronteiras do país, esperando que agora seja ainda mais procurado, mais visitado e muito mais compreendido.

“O Bom Jesus é o ex-libris de Braga e por isso mesmo tem um significado muito particular. Diria que é quase impossível conhecer Braga sem conhecer o Bom Jesus, uma coisa está inteiramente ligada à outra. O Bom Jesus tem um grande significado, uma grande história com o seu património e também com a dimensão ambiental”, disse o arcebispo de Braga.

Para Varico Pereira, secretário da Confraria do Bom Jesus do Monte, “este é um grande reconhecimento do excecional valor patrimonial e paisagístico do Bom Jesus e é, ao mesmo tempo, uma grande responsabilidade”.

“Este selo – sim, porque nós já considerávamos o Bom Jesus Património Mundial, faltava-lhe apenas esta certificação – é o tal reconhecimento visível que faltava ao Bom Jesus e é um selo de responsabilidade para com o futuro”, afirmou Varico Pereira em declarações publicadas na página da internet da Arquidiocese de Braga.

A candidatura do Santuário do Bom Jesus a Património Mundial da UNESCO foi apresentada em janeiro de 2014.

O conjunto arquitetónico do Bom Jesus do Monte é considerado um ‘ex-líbris’ da cidade de Braga; em 1373 já existia uma ermida dedicada à Santa Cruz.

O atual templo que remata o escadório, com as Capelas e Passos da Paixão, foi concluído em setembro em 1811, substituindo um antigo templo barroco que vinha do tempo de D. Rodrigo de Moura Teles (1704-1728).

Mandado construir por D. João V, o Palácio Nacional de Mafra é um conjunto barroco formado pela basílica, convento, paço real e possui uma valiosa biblioteca, dois carrilhões e seis órgãos históricos.

Em declarações enviadas à Agência ECCLESIA, D. Manuel Clemente lembrou que D. João V “fez um palácio como fez um convento”, lembrando a “convicção sincera” do rei de Portugal e a referência às “grandes devoções de Portugal dessa altura”, a Nossa Senhora da Conceição e Santo António.

“Há ali um conjunto de significados que importa reter e agora reafirmar com este apoio da comunidade internacional. Por isso só posso ficar contente”, afirmou o Patriarca de Lisboa.

Portugal conta com 15 locais inscritos na lista do Património Mundial da UNESCO, desde que, em 1983, foram escolhidos os primeiros: o Centro Histórico de Angra do Heroísmo, o Mosteiro dos Jerónimos e a Torre de Belém, o Mosteiro da Batalha e o Convento de Cristo, em Tomar.

Mais tarde foram distinguidos o Centro Histórico de Évora (1986), o Mosteiro de Alcobaça (1989), a Paisagem Cultural de Sintra (1995), o Centro Histórico do Porto (1996), a Arte Rupestre do Vale do Côa (1998), a Floresta Laurissilva da Madeira (1999), o Centro Histórico de Guimarães (2001), o Alto Douro Vinhateiro (2001), a Paisagem da Cultura da Vinha da ilha do Pico (2004), a Cidade-Quartel de Elvas e suas Fortificações (2012) e a Alta e Sofia da Universidade de Coimbra (2013).

Para além das duas distinções hoje anunciadas, o comité da ONU aprovou ainda o alargamento da zona central da Universidade de Coimbra, para incluir o Museu Nacional Machado de Castro

Até às escolhas deste ano, havia 1092 locais Património Mundial da UNESCO em 167 países.

Agência Ecclesia

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08 de Julho de 2019