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Sínodo: Assembleia paroquial na Charneca de Caparica debate Relatório de Síntese do Sínodo dos Bispos

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Na sequência das indicações da Diocese de Setúbal, a paróquia da Charneca de Caparica reuniu a sua assembleia sinodal paroquial na noite de segunda-feira, dia 11 de março.

No salão da Igreja de Nossa Senhora da Rosa, vários membros da paróquia estiveram reunidos para refletir sobre os pontos do relatório de Síntese indicados pela equipa diocesana do Sínodo.

Em grupo, puderam analisar as convergências que reuniram consenso durante os trabalhos da I Assembleia do Sínodo dos Bispos em Roma, e foi com agrado que todos os grupos reportaram a comunhão de ideias com todos os participantes do Sínodo. Todas as convergências foram validadas na realidade local da nossa paróquia e diocese, o que demonstra a união e comunhão entre todos os membros, não apenas da paróquia, mas da Igreja universal.

No campo das questões a aprofundar, cada grupo foi convidado a dar a sua opinião e reflexão sobre cada um dos pontos indicados, refletindo e partilhando pontos de vista, nunca esquecendo de respeitar a dinâmica sinodal, com intervalos de silêncio orante entre cada uma das rondas de discussão, à semelhança da dinâmica realizada na Aula Paulo VI em outubro passado.

Aqui, as divergências apontaram para a construção de caminhos, e ressaltam a necessidade de ir ao encontro de quem ainda não conhece a Igreja, prestar mais atenção à inclusão das pessoas com deficiência, não apenas para “terem o seu lugar”, mas para que possam ter voz ativa na comunidade paroquial em que devem estar inseridas.

 

Um dos maiores desafios sentidos pelos participantes foi a necessidade do acolhimento em cada paróquia, não apenas como forma de acolher, mas como ferramenta essencial na integração das pessoas na comunidade local. Um acolhimento que deve ser feito por “pessoas com formação”, conforme apontava um dos participantes, que insistia na necessidade de “sabermos o que estamos a fazer para podermos integrar”.

Esta formação torna-se também importante, segundo outro grupo, para que seja possível criar os missionários digitais, que, no mundo digital, consigam dar testemunho de fé e assim cativar as pessoas para que possam também fazer parte da comunidade no mundo real. “O digital não pode substituir de todo o contacto pessoal”, reforçou esse grupo, que está muito preocupado com a iliteracia digital que muitos dos mais velhos têm, e que dificulta todo o processo de integração dos mais jovens.

As reflexões geradas neste encontro paroquial seguirão agora para a equipa diocesana para que possam ser integradas na síntese diocesana a entregar à Conferência Episcopal Portuguesa.

Ricardo Perna/Paróquia da Charneca de Caparica

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14 de Março de 2024