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5.º Congresso Eucarístico Nacional

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Entre os dias 31 de maio e 2 de junho de 2024, realizou-se em Braga o 5.º Congresso Eucarístico Nacional, em comemoração dos 100 anos da sua primeira edição.
Sob o tema “Partilhar o Pão, alimentar a Esperança. «Reconheceram-n’O ao partir o Pão»”, o congresso reuniu aproximadamente 1400 congressistas, incluindo 30 bispos, com representação de todas as dioceses portuguesas, tendo a nossa diocese de Setúbal contado com a presença de 16 congressistas.

Os três dias de congresso contaram com conferências, painéis com testemunhos e workshops, além de momentos de oração como Eucaristia, adoração, laudes, vésperas, oração do terço (Na Avenida Central) e uma peregrinação a pé no último dia do congresso, que partiu da Sé de Braga em direção ao Santuário do Sameiro. Houve também momentos culturais, como a cantata eucarística e exposições. A Eucaristia de encerramento do congresso realizou-se no Santuário do Sameiro, presidida pelo cardeal José Tolentino de Mendonça, delegado do Papa Francisco ao 5.º Congresso Eucarístico Nacional, onde relembrou que a Igreja em Portugal é “chamada a ser eucarística, samaritana e mariana”.

 
Este congresso foi uma valiosa ocasião para a Igreja em Portugal se reunir, refletir e orar sobre a centralidade da Eucaristia na vida dos fiéis, destacando que, sem o Sacramento da Caridade, o crente não pode viver.

 
A seguir, partilhamos sete breves conclusões deste Congresso Eucarístico Nacional:

1.      Redescobrir que a centralidade eucarística vai para além do Domingo. A Eucaristia deve ser preparada e celebrada como verdadeiro encontro com Cristo Ressuscitado, evitando que seja apenas o cumprimento de um preceito. Para uma presença alegre, consciente, ativa e frutuosa da celebração urge uma mais cuidada formação litúrgica.

2.      Manter as igrejas abertas e revalorizar a adoração eucarística. Os horários de abertura das igrejas devem ser adequados ao ritmo do mundo de hoje, procurando estimular os momentos de oração pessoal e envolver os leigos, confrarias do Santíssimo Sacramento, catequistas e demais agentes pastorais na dinamização dos momentos de adoração eucarística comunitária.

3.      Procurar o equilíbrio entre a Tradição e a necessidade de introduzir novas linguagens na liturgia, integrando os jovens nesse processo de renovação e adequando a espiritualidade cristã aos ambientes digitais e ao mundo secularizado.

4.      Reforçar a Eucaristia como escola de fraternidade e sacramento de unidade. O encontro comunitário na celebração do Domingo ultrapassa todas as fronteiras. Ao partilhar o pão, na mesa do altar, tornamo-nos companheiros de caminho e somos chamados a criar comunhão. A Eucaristia convoca todos, está aberta a todos e não afasta ninguém.

5.      Garantir a autenticidade e coerência entre o que se vive e anuncia. Quem participa, celebra e comunga tem de se sentir comprometido e impelido à missão. A Eucaristia celebrada na igreja tem de ser expressa para além das suas portas, através das respostas reais às necessidades concretas das pessoas, estendendo o seu abraço a todos, especialmente aos mais pobres, indefesos e os que estão afastados.

6.      Assumir a sinodalidade a partir da Eucaristia como lugar onde a Igreja se renova na comunhão, na participação e na missão.

7.      Ser sinal de Esperança. O amor dos crentes à Eucaristia acreditada, celebrada, adorada e vivida consolida a fraternidade, promove o perdão e a paz, tornando-se fonte inesgotável de esperança para o mundo.
(Estas conclusões são da CEP)

Pedimos ao Senhor nos ajude abraçar plenamente os frutos deste Congresso Eucarístico na nossa Diocese.

 
Artigo e fotos: Diácono Telmo Ribeiro Nunes, Delegado para o 5° Congresso Eucarístico
 

 

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06 de Junho de 2024