A paróquia N. Sra da Conceição, em Setúbal, acolheu este Domingo a celebração do 110º Dia Mundial do Migrante e do Refugiado.
O dia de festa começou com a celebração da Eucaristia, presidida pelo vigário geral, Monsenhor José Pinheiro, acompanhado por vários padres, diáconos e um seminarista. O celebrante iniciou logo por nos lembrar que “só quem está disponível para acolher o desconhecido pode acolher a Deus”. Na Homilia, referiu –se às Leituras e ao desejo de Moisés ” quem dera que todo o povo de Deus profetizasse”, falou-nos dos países ricos que necessitam de mão de obra, mas que tantas vezes põem os interesses económicos acima da dignidade da pessoa, e para reforçar esta questão mencionou o parágrafo 40 do documento Dignitas Infinita, do Dicastério para a Doutrina da Fé, que se refere aos migrantes, que deixam a sua Pátria com tanto sofrimento para ir em busca de uma vida que lhes facilite o pão, a cultura, a vivência da Fé e a paz. Eles possuem direitos alienáveis, próprios de todo o ser humano e necessitam de ser acolhidos.
Ora, o Evangelho é uma História constante de acolhimento. Também Jesus veio para ser acolhido… a nossa História não se compreende sem acolhimento, perdão, misericórdia. O Senhor nos acolhe e nos manda acolher. O acolhimento é uma realidade presente nas nossas paróquias, que têm muita gente vinda de fora. É preciso conversão a partir de dentro, do nosso coração, pois quando nos separamos da Palavra e do coração de Jesus vêm os afastamentos e as divisões. A conversão permite-nos ser humildes e acolhedores, tudo o que nos impede da vida eterna deve ser cortado, abandonado do nosso viver. Abrir o coração a toda a Igreja é um desafio à Missão, abrirmo-nos aos que estão de fora. A oração dos fiéis rezada em várias línguas, chamou-nos a atenção para a necessidade de rezarmos uns pelos outros como irmãos.
Seguiu-se um tempo de acolhimento festivo a todos, com almoço partilhado com iguarias dos países ali representados.
No período da tarde houve espaço para partilha e testemunhos sobre o “Deus que caminha connosco”, a vivência de alguns irmãos desta dimensão de Deus como companheiro de viagem e também da forma como são acolhidos.
Depois de tão bom convívio e acolhimento, resta agradecer ao Senhor, que pôs no coração desta comunidade gente bem disposta e disponível, que a todos valorizou e nos fez sentir irmãos. Um bem-haja especial ao Pároco, o Padre Constantino Alves, que acolheu a proposta do secretariado e lhe deu vida.
Artigo e fotografias: Pastoral das Migrações







