Maria Teresa Pereira Santos, nasceu para este mundo em Évora, no ano de 1930, do mês de maio, no dia 17. Após concluir o Curso de Assistente Social ingressou na Congregação das Irmãs da Apresentação de Maria. Por indicação da sua Provincial esteve em Setúbal muitos anos, onde, em estreita colaboração com a Ir.ª Susana da sua mesma Congregação e com o incentivo do Vigário Episcopal para a Pastoral da Região de Setúbal, ao tempo, Cónego João Alves, fizeram um trabalho de evangelização em quase todas as Escolas Primárias da cidade de Setúbal e seus limítrofes. Nesses tempos era conhecida por Ir.ª Santa Cruz. Tomou a decisão de deixar a vida consagrada, mas continuou com o mesmo apostolado, acrescentando-o com a lecionação de Religião e Moral (assim se designava nesse tempo) numa Escola Preparatória de Setúbal.
Decidiu contrair matrimónio e, por este motivo, foi residir para Coimbra. Lá colaborou na Cúria Diocesana, gozando da plena confiança de D. João Alves, seu Bispo e amigo, conquistada em Setúbal. Após o falecimento do seu marido, regressou a Setúbal, tendo-se dedicado, por inteiro, ao voluntariado na Cáritas Diocesana e no Hospital de S. Bernardo de Setúbal. Foi um precioso auxílio no zelo pela igreja de S. Julião, colaborando com o Pe. Francisco Graça e até ter sido necessário com o Pe. Rui Rosmaninho.
A última tarefa pastoral que teve, e que ainda acumulou com a que exercia n Cáritas Diocesana, foi a de assegurar o acolhimento e atendimento às pessoas em situação de pobreza da Paróquia de S. Paulo. Deixou quando a saúde, já muito fragilizada, lhe quebrou as forças de andar.
Nasceu para o céu no passado dia 30. O seu corpo será levado para uma das capelas de S. Paulo, pelas 16 horas, do dia 2. Despedir-nos-emos dela do dia 3 de janeiro. As exéquias iniciam-se às 9h45, com a celebração da Eucaristia, seguindo-se o funeral para o crematório do cemitério de Nossa Senhora da Paz.
Teresa Santos, que tanto amou a nossa Diocese, estará connosco, gloriosamente, junto do Pai, a viver o nosso Ano Jubilar. Assim desejamos. Assim acreditamos.
Texto: Prof. Eugénio da Fonseca
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