“Eu dizia que os jovens são o futuro, são o amanhã, mas não, os jovens são o hoje, são o hoje, são o aqui e agora. E é muito importante eles tomarem parte, tomarem parte desta Diocese, desta família, desta comunidade. Eles são parte integrante e têm que estar dentro, têm que estar cá dentro e têm que viver e vivenciar estes 50 anos”, Susana Santos, Secretariado Diocesano da Catequese de Infância, Adolescência e Adultos
No último dia 29 de março celebrou-se na cidade de Setúbal o Jubileu Diocesano dos Adolescentes.
Este Jubileu, que contou com mais de 550 adolescentes e catequistas, teve início na Igreja de São Julião, em Setúbal. A partir daí, os jovens dividiram-se em equipas para completarem um Peddy Paper que lhes permitiu visitar algumas Igrejas e Capelas da Cidade de Setúbal e descobrirem mais sobre a cidade, sobre a nossa Diocese e sobre a Igreja em si.
Já da parte da tarde, reunidos no Parque do Bonfim, os jovens tiveram alguns momentos de animação com o concerto da dupla Henrique e Ana Júlia. Após estes momentos de descontração, chegou o momento de partirem como peregrinos até à nossa Sé.
Já na Sé, a Eucaristia foi presidida pelo nosso Bispo, Cardeal D. Américo Aguiar.
Na sua homilia o nosso Bispo começou por relembrar aos adolescentes a importância de serem eles próprios e por apelar ao amor próprio: “Mas nós nunca deixámos ser a mesma pessoa, meus caros amigos. Nós somos sempre a mesma pessoa. Sempre. De pequeninos até velhinhos. Somos sempre a mesma pessoa. Podemos mudar a carroçaria. Podemos mudar peças. Podemos fazer muitas coisas. E nem devemos algumas. Mas nós somos sempre a mesma pessoa”.
Também na sua homilia, o bispo sadino sublinhou mais uma vez a importância das nossas raízes, tanto das pessoais como das nossas raízes cristãs: “Há uma variedade enorme de circunstâncias que nós temos que entender que somos parte de alguma coisa. Nós não estamos aqui soltos. Cada um veio do nada e vai desaparecer para nada. Nós somos parte. E somos parte de um grupinho que nós chamamos de família”.
Já para terminar esta homilia, o cardeal apelou à consciencialização para os perigos que a tecnologia pode ter na nossa sociedade: “E isto (o telemóvel) pode ser sinal de educação, de progresso, de alegria, de festa, de convívio, de jogo, de entretenimento, de conhecimento, de informação. Mas pode ser razão de muito sofrimento, de muita desgraça para o próprio, para a família. Portanto, o que eu vos quero pedir é que cada um, os pais, os filhos, os jovens e os adultos, despertem para a necessidade de pensarmos nisto”.
Chegando ao final desta celebração, Susana Santos, membro do Secretariado Diocesano da Catequese de Infância, Adolescência e Adultos, faz um balanço positivo deste dia, deixando, porém um conselho: “Diz-se muitas vezes que os jovens não estão interessados, não querem, não gostam, nada. Mas a verdade é que apareceram. Apareceram 550 adolescentes, portanto eles estão interessados. Temos é que também disputar neles o interesse necessário para que eles se sintam envolvidos”.
Artigo: Lara Franquelim Alves
Fotografias: Lara Franquelim Alves e Ricardo Perna







