A comunidade paroquial de Cacilhas e do Pragal viveu um momento de particular intensidade espiritual este fim de semana, com o encerramento da Visita Pastoral do Cardeal D. Américo Aguiar. A celebração, que coincidiu com o Domingo da Palavra de Deus e a memória de São Sebastião, padroeiro da ermida onde decorreu a Eucaristia, serviu de mote para um desafio renovado às comunidades locais.
Durante a homilia, o Bispo de Setúbal recordou os dias de proximidade com as gentes daquelas paróquias, referindo ter percorrido “ruas, instituições, escolas e espaços de trabalho”. Para o prelado, a Visita Pastoral não foi um evento administrativo, mas um encontro com “vidas marcadas por esforço, generosidade, perguntas e sonhos”.
D. Américo Aguiar foi incisivo ao definir o papel das Escrituras na vida do cristão, rejeitando uma fé de passividade: “A Palavra de Deus não serve para nos tranquilizar a consciência, mas para nos pôr a caminho. Não nos fecha em nós mesmos, mas abre-nos aos outros”, afirmou.
Aproveitando a simbologia do local e o testemunho de São Sebastião, o nosso Cardeal destacou que a fidelidade ao Evangelho implica coragem, “mesmo quando isso custa”. O momento em que a comunidade saiu em procissão pelas ruas de Cacilhas foi apontado pelo Bispo como o ponto alto do compromisso público dos fiéis. “Não faremos apenas um gesto bonito ou tradicional: levaremos um sinal de fé viva para o meio da cidade, proclamando com os pés aquilo que celebrámos com os lábios”, sublinhou o Cardeal perante uma assembleia atenta.

Ao declarar o encerramento da visita, D. Américo Aguiar fez questão de notar que este não é o fim de um processo, mas o “relançar de um caminho”. O Bispo de Setúbal apelou a que as comunidades de Cacilhas e Pragal mantenham o foco naquilo que é essencial: uma Igreja “simples, próxima, atenta, sem deixar ninguém para trás”.
A celebração terminou com um pedido de intercessão a Maria e a esperança de que os frutos destes dias de convívio pastoral se multipliquem nas opções concretas das paróquias, transformando a realidade social e espiritual da região.
No final da eucaristia, a Procissão de S. Sebastião saiu à rua para celebrar e dar testemunho da devoção ao santo por parte da comunidade.





