Clero da Diocese de Setúbal em formação

Fev 2, 2026

 

De 26 a 29 de janeiro o Seminário de Almada acolheu as jornadas de formação do clero da Diocese de Setúbal. Este ano, pela primeira vez em vários anos, organizado pela diocese e para os padres da diocese, portanto uma formação interna, em vez daquilo que tinha sido habitual de fazer em conjunto com outras dioceses.

No primeiro dia, esteve connosco o Padre Manoel Costa, da Arquidiocese de Braga, e que dedicou a primeira parte da manhã ao Ministério da Presidência, do padre como presidente de uma celebração litúrgica da missa, e para poder chegar depois à homilia e à importância da homilia, como esta partilha que o presidente da celebração faz a outros irmãos, e a importância então da preparação e do padre saber aquilo que vai dizer, e dizê-lo e calar-se. Ele sublinhou muito este aspeto, saber o que vai dizer, dizê-lo e fazer silêncio.

No segundo dia, tivemos connosco o Pe. Manuel Vargas Santayana, que é da Arquidiocese de Getafe, em Espanha, é reitor do Santuário del Cerro de Los Ángeles em Madrid e especialista na espiritualidade, na teologia espiritual, para nos falar do sacramento da penitência. Ele dividiu em duas partes, a primeira do padre como penitente, portanto a importância dos padres se confessarem com frequência e confessarem-se bem, até como condição da própria fecundidade do seu ministério.

E depois, na segunda parte, o padre como confessor, e sobretudo em volta do tema do que é a disponibilidade para atender de confissão. O que é que significa o padre estar disponível para atender de confissão? E falou aí da importância dos horários da igreja, da importância dos espaços, e depois algumas pistas práticas também sobre a forma como atender, acolher as pessoas que vêm à confissão.

Depois, no dia 28, tivemos a Cátia Sá Guerreiro, que é da AESE Business School, que veio falar sobre temas ligados à liderança e à gestão de equipas, muito à volta de alguns casos de estudo que ela trouxe e que foram discutidos pelos participantes, e muito voltado para o papel do padre enquanto alguém que tem não apenas de gerir, mas de liderar, portanto, de inspirar aqueles que estão à sua volta a segui-lo, a seguir uma determinada visão, uma determinada orientação, e aplicável tanto à vida da paróquia como também, em particular, à vida dos centros paroquiais, dos centros sociais dos quais os padres muitas vezes são presidentes.

E, por fim, no dia 29, alguns padres visitámos o Museu de Arte Contemporânea, no CCB, e visitámos a exposição também como forma de estar juntos de outra forma, um final mais lúdico destes dias de formação em que participaram uma boa parte, um bom número dos padres da nossa diocese.

 

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