Que balanço é que se faz esta visita pastoral de 11 dias à Paróquia da Amora?
Foi um trabalho de preparação muito intensivo com o Conselho Pastoral, onde os membros se esforçaram muito mais do que os outros, colaboraram muito mais que os outros e dou graças a Deus por isto. Depois, na visita, também nunca houve problema de termos uma equipe que acompanhasse esta visita, que também foi muito eficiente, penso eu, junto com o bispo.
E que lugares visitaram que mais o tocou?
Houve lugares que me tocaram sinceramente no fundo da alma e do meu serviço dentro da paróquia como responsável pastoral da paróquia, porque eu nunca teria ido em certos lugares e senti justamente um acolhimento excepcional de todas as partes, de todos os lugares.
Alguns dos lugares que me tocaram mais porque mexeram mais comigo e porque percebi que eles me conheciam e eu não os conhecia. E depois também em nível de importância para a comunidade. Desculpe nomear, por exemplo, a AMARSUL.
Aquilo tocou-me enormemente porque mexe com toda a comunidade ao nível daquilo que nós jogamos fora de casa e depois nós não sabemos mais nada do lixo e ele cai na mão de outros que vão fazendo essa triagem. Então foi isto que me tocou bastante.
Como correram as visitas?
A paróquia de Amora tem mais de 700 crianças na catequese e muitos adultos. Mas quando entrava nas escolas, dizia para comigo é mínimo, é mínimo o número que nós temos. E ali percebia justamente que na catequese as crianças vêm todas rodear-me e ali poucas porque não me conhecem, e isto é um ponto de reflexão muito grande para a paróquia.
Como é que podemos visitar estes lares, trocar mais famílias, não sei. Mas acho que temos um esforço para fazer. Sabendo que justamente as diretoras abriram-nos as portas e todas elas estão super contentes da nossa visita e estimaram a nossa visita.
Isto foi uma marca da visita. A forma como as pessoas também têm recebido o D. Américo e a paróquia. Foi também aqui em Real, na Amora, este acolhimento da parte de toda a gente.

E como é que as pessoas acolheram a visita?
Achei que a facilidade com que o D. Américo tem de quebrar o gelo, de onde vai. Há sempre uma palavra que cai bem, parece, e que não faz mal e faz muito bem para quebrar este gelo, para entrar em diálogo, mesmo nos cafés, por exemplo. Eu acho que isto é muito bonito.
Isto semeia a ser algo de bom, de muito bonito, muito importante, com palavras muito simples, e que o bispo tem esta capacidade de perceber.
Que desafios ficam desta visita pastoral?
Desde logo, o desafio de dizer que a paróquia da Amora é uma das maiores paróquias, tem mais praticantes, tem mais catequeses, mas não se conformar com isto.
É como abrir-se mais, como dizem nas escolas, nos lares, com o povo. E tenho que mexer mais com o conselho pastoral, com a equipe da saúde, com os catequistas. Enfim, acho que agora, com o livro que foi do Guia Pastoral para o próximo ano, para lançar projetos novos, penso que é por ali.
Então, os desafios são não nos conformar com aquilo que temos, mas ir além, porque percebemos que o campo existe e a possibilidade de entrar mais neste campo da paróquia, da sociedade, também existe e que podemos fazer na medida em que mais elementos, o conselho pastoral seja mais consciente, os catequistas, e eu paro com o mesmo e meus colegas padres. Então, acho que o desafio está por ali.
Entrevista e fotos: Ricardo Perna




