Durante o fim-de-semana tive a oportunidade e o privilégio imenso de representar o Corpo Nacional de Escutas e estar presente na Canonização de Carlo Acutis e de Pier Giorgio Frassati, em Roma, pelo Papa Leão XIV.
O ambiente era de uma alegria que transbordava de ver dois jovens, como eu, a serem elevados a santos. A mostrarem que a vida em Deus e a santidade são possíveis na nossa idade, na nossa cidade, no nosso tempo. Com gostos semelhantes a nós, da informática e do digital a subir e escalar montanhas, iam à escola, praticavam desporto, mas também no serviço aos outros e no amor à Eucaristia.
Recordo alguns momentos e sentimentos que me marcaram profundamente: A homília que encruzilhou as vidas de Carlo, Pier e o Evangelho, que chama à rutura e à Cruz. A presença da família de Carlo. Os grupos, movimentos e famílias que se mobilizaram para estar presentes. A alegria que enchia a Praça de São Pedro. O rito da canonização. A gentileza do Papa. O chamamento a sermos Santos.
Acredito que os Santos, e em especial Frassati e Acutis, nos desafiam – a mim e a todos os jovens – a abraçar a nossa individualidade, reconhecendo que somos um projeto único de Deus. Chamam-nos a ser, como dizia Carlo Acutis, originais e não simples fotocópias dos outros. Convidam-nos ainda a ser evangelizadores nos ambientes onde vivemos: nos grupos, na escola, no desporto, na internet. Porque, no fim, a influência que realmente conta é aquela que aponta para o Céu.
Comoveu-me serem como eu. E melhor, serem como tantas crianças e jovens que acompanho e acompanhamos na Diocese de Setúbal, nos escuteiros, na catequese, nos grupos de jovens, nos vários movimentos da Igreja. Que nos sejam exemplo e que nos sirvam de inspiração.
Maria Leonor Moura, escuteira do Agrupamento 467 da Charneca de Caparica



