É claro para todos que os primeiros responsáveis pela educação dos filhos são os pais?
É claro para todos que nós, todos os outros – também a escola –, somos seus cooperantes?
Como educar sem sermos todos?
Como educar sem ser em pacto, como insiste o Papa?
Como educar sem amar?
Por que ordem educar? Os números. As letras. As relações. As expressões. O Transcendente. As virtudes. A história. A vida. As ciências. As artes. O pensar. O fazer. Por que ordem?…
Que melhores meios para educar? O exemplo? A paixão? A descoberta? A certeza? A dúvida? O encontro?
O que faz de alguém mestre? E de outro aluno?
De que é feita a escola? O que não lhe pode faltar?
Como conciliar humanismo e tecnologia?
Como convencer todos que educar é um ato de esperança, como também insiste Francisco?
Como dar a esperança a tantos que vivem na escola sem a conseguir ter ou ver?
Como cuidar de todos sem esquecer nenhum?
Como querer que seja neutral, aquilo que por definição – a educação – é absolutamente intencional?
É possível ser escola sem ideário e ser educador sem ideal?
Chamar-se-á de outro modo, algum dia, a escola? Ou será sempre aquilo que ela é?
Texto de: Diácono Fernando Magalhães, Diretor do Externato Frei Luís de Sousa



