Comunicar sem corantes nem conservantes

Set 26, 2025

As Jornadas Nacionais de Comunicação Social reuniram, no Seminário de Coimbra, mais de 80 profissionais da área da comunicação de Igreja que, durante dois das, debateram a temática da comunicação autêntica e do desafio que a Inteligência Artificial coloca à comunicação nos dias de hoje.

A Diocese de Setúbal esteve presente com o seu Diretor de Comunicação, Ricardo Perna, que salientou a importância destes encontros no sentido de “criar comunidade” com as outras diocese e perceber de que forma “podemos todos crescer juntos neste desafio que é comunicar” em ambiente de Igreja. “Comunicar é evangelizar. Sempre o foi e cada vez mais, num tempo em que a comunicação nos permite chegar a um público muito mais vasto que aquele que está nas nossas igrejas ou que ouve as homilias, é preciso aceitar esta realidade, compreender os desafios que ela nos coloca e encontrarmos a melhor forma de utilizarmos estas ferramentas para a difusão da Boa Nova, que é, desde sempre, aquilo a que nos propomos fazer”, afirmou o diretor de comunicação.

Os dias foram passados entre painéis de reflexão e mostras práticas de como é possível usar as ferramentas de Inteligência Artificial à disposição par conseguir criar conteúdos que sejam cativantes para o público que se pretende atingir e, ao mesmo tempo, fiéis ao propósito de evangelizar, que tem de guiar toda a comunicação que é feita em Igreja.

O padre Manuel Vieira, responsável da Arquidiocese de Évora, salientou que, enquanto comunicadores, os responsáveis de comunicação têm a tarefa de perceber que hoje têm de parecer, ter “consistência, coerência”, mas, também aparecer “no espaço público” e que a sua voz “se possa ouvir com a mesma qualidade dos outros intervenientes do espaço público”.

Os dois dias de trabalhos foram acompanhados por Maria Lobo, da Pastoral Juvenil na Diocese de Aveiro, que produziu conteúdos para as redes sociais da Agência Ecclesia. “A Igreja existe e espalha-se porque é comunicada”, referiu, na mesa conclusiva das jornadas. A jovem pediu “maior investimento” nas equipas de comunicação. “Não é um acessório, não é um luxo. É urgente fazer isso”, sustentou.

Após a sessão de abertura, a reflexão das jornadas foi apresentada num colóquio entre Clara Almeida Santos e o padre Paulo Duarte, em torno do tema ‘Ser, parecer ou aparecer: fronteiras na comunicação’, com moderação de Nelson Mateus, jornalista da SIC.

Uma intervenção do padre e DJ GuilhermePeixoto integrou a mesa-redonda com o tema ‘Ser, parecer ou aparecer: fronteiras na comunicação’. O painel contou com o padre Manuel Vieira, do Departamento de Comunicação Social da Arquidiocese de Évora; Rita Carvalho, do Gabinete de Comunicação da Companhia de Jesus; Paulo Aido, do Departamento de Comunicação da Fundação Ajuda à Igreja que Sofre; e Francisco de Mendia, da Agência de Comunicação H/Advisors CV&A.

No segundo dia, Nelson Pimenta, diretor digital do Grupo Renascença, apresentou o workshop ‘Storytelling digital: como criar conteúdos com impacto e relação’.

A conferência final, sobre o tema “IA: (este) tempo e sentido(s)”, esteve a cargo de João Paiva, professor da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto. As Jornadas foram promovidas pelo Secretariado Nacional das Comunicações Sociais, da Conferência Episcopal Portuguesa.

 

 

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