O Bispo de Setúbal, Cardeal D. Américo Aguiar, esteve ontem, domingo, na Igreja de Nossa Senhora de Fátima, no Laranjeiro, para presidir à eucaristia do primeiro encontro da comunidade brasileira da Diocese de Setúbal, uma iniciativa promovida pelo Secretariado Diocesano da Pastoral das Migrações.
Várias dezenas de membros da comunidade brasileira na diocese estiveram presentes para celebrar com seu bispo. Na homilia da celebração, D. Américo Aguiar exortou a que todos façam o possível por “amar, cuidar, defender e acolher, com os mínimos daquilo que podemos, como paróquias, como comunidade cristã, para que ninguém se sinta fora, ninguém se sinta descartado, ninguém se sinta recusado”. “Vi muitas comunidades, como os irmãos do Brasil, que até, principalmente, quando chegam e têm dificuldades, não se sentem acolhidos, não se sentem amados, não se sentem defendidos, não se sentem amparados. E nós temos que nos ajudar, não é?”, questionou.
O cardeal setubalense denuncia que, “quando andamos aqui pelo território, vemos que há irmãos e irmãs que têm mau coração, que exploram e que desrespeitam os brasileiros, e que exploram e desrespeitam os que nasceram cá, e que exploram e desrespeitam os da Ásia, e de outros países e de outras proveniências”.
Por isso, pede, “devemos tentar criar uma rede, uma rede que nos proteja, que nos segure, onde nos possamos agarrar”. “Era muito isto que eu queria dizer da comunidade católica deste território, que estreitemos, alarguemos e fortaleçamos laços”, afirmou, até porque, acrescentou, “naquilo que é a história dos tempos, nós sempre fomos um ponto de partida e de chegada, um ponto de encontro de irmãos e de irmãs dos mais diversos pontos cardeais. E, por isso, não é favor nenhum nem nenhuma cedência de favor nós permitirmos que estejam cá. Não”, concluiu.
No final da eucaristia, a comunidade reuniu-se em festa, num convívio onde foi possível escutar testemunhos de quem já vive entre nós e se adaptou, apesar das dificuldades, e conviver num lanche que juntou todos na certeza de que estes convívios serão para repetir.
Texto e fotos: Ricardo Perna










