A Diocese de Setúbal vai inaugurar, no próximo dia 6 de outubro, a Escola para os Ministérios, uma proposta inovadora de formação inicial e contínua dirigida a todos os que desempenham, ou venham a desempenhar, algum serviço ou responsabilidade na vida da Igreja Diocesana ou em instituições a ela ligadas. As aulas decorrerão na Igreja da Torre da Marinha, em regime presencial.
Ao contrário da Escola da Fé, esta nova Escola não terá inscrições livres. A inscrição dos participantes deve ser sempre feita através das paróquias ou das instituições onde os alunos exercem (ou foram convocados a exercer) os respetivos serviços.
A Escola para os Ministérios tem como finalidade:
– Oferecer a todos os designados para algum ministério uma formação inicial adequada;
– Garantir a formação contínua e a atualização de quem já exerce funções;
– Promover a qualidade, clareza e idoneidade no desempenho dos serviços eclesiais;
– Centralizar a formação, favorecendo sinergias, economia de recursos e interdisciplinaridade.
A frequência será obrigatória para quem exerce estes serviços e para a continuidade nos mesmos.
A Escola destina-se a leigos batizados que desempenham ministérios ou cargos de responsabilidade, como leitores, acólitos, ministros extraordinários da comunhão e das exéquias, catequistas, membros de órgãos sociais de centros paroquiais e instituições canónicas, dirigentes de movimentos, membros de conselhos económicos, candidatos ao diaconado permanente, voluntários paroquiais, responsáveis pelo acolhimento e professores de EMRC.
Podem participar pessoas a partir dos 16 anos, não sendo exigida qualquer habilitação académica específica.
A Escola será coordenada pela Coordenação Diocesana da Escola da Fé, nomeada pelo Bispo de Setúbal, que assegurará também as funções pedagógicas e científicas.
O modelo formativo inclui dois ciclos:
Ciclo de Iniciação – para quem assume funções pela primeira vez (ou retoma após 10 anos);
Ciclo de Formação Permanente – de atualização e normalização, que deve ser frequentado a cada três anos.
Cada ciclo divide-se em dois semestres, com disciplinas de base, matérias específicas e metodologias práticas (ensaios, estudos de caso, deslocações).
A frequência e assiduidade serão registadas e contam para a emissão do certificado. Haverá uma propina anual, passível de pagamento em prestações e comparticipação pelas entidades de envio, de modo a não onerar os voluntários.
No ano letivo de estreia, abrirá apenas o Ciclo de Formação Permanente, com dois módulos:
Gestão e Conservação de Bens Culturais (1.º semestre)
Economia Social (2.º semestre)
As aulas têm início a 6 de outubro, às 21h15 , na Torre da Marinha.




