Como verdadeiros Peregrinos da Esperança, um grupo de paroquianos de Amora, estiveram em Fátima nos dias 12 e 13 de Agosto para a Peregrinação Internacional do Migrante e Refugiado.
De entre os presentes no grupo contámos com nacionais de Portugal, Venezuela, México, Timor Leste , Guiné Bissau, São Tomé e Príncipe, Angola, Cabo Verde e Austrália. Para os que viveram uma peregrinação aniversária pela primeira vez, o sentimento foi de bastante emoção pois, pela sua condição de imigrantes, sentiram o amor que Maria , mãe dos Migrantes, tem por todos os seus filhos, a fraternidade dos companheiros de peregrinação e a hospitalidade que tanto anima quando se está longe da sua terra natal.
Na tarde de dia 12 uma catequese sobre o significado do Jubileu orientada pelo Padre Pablo Velásquez , missionário scalabriniano que acompanhou o grupo, deu o mote para as partilhas das vivências migratórias de alguns, às quais ninguém ficou indiferente perante as adversidades mas acima de tudo a fé, resiliência e esperança demonstradas perante acontecimentos vividos. Na vigília de oração durante a noite, rezámos a Via Sacra às 2h, unidos no calvário de Jesus Cristo à dor de tantos irmãos e irmãs que sofrem durante o seu caminho.
D. Joan Enric Vives i Sicilia, arcebispo emérito de Urgell que presidiu à peregrinação, nas suas homilias, lembrou-nos a atualidade da mensagem de Fátima porque “o mundo ainda está ferido por guerras, divisões, fome e pela tragédia do êxodo de tantos irmãos e irmãs migrantes em busca de um lugar para viver com dignidade” sendo que “o mundo continua a precisar de consolação e esperança”. Disse-nos também que “acolher migrantes é uma exigência do Evangelho, devemos reconhecer o rosto de Cristo no migrante”. Continuou referindo como Nossa Sra. de Fátima também nos convida a trabalhar ativamente na defesa dos migrantes e dos seus direitos. “O acolhimento é sinal de verdadeira fé e amor e é essa fé verdadeira que nos leva a construir pontes e não muros. Devemos sempre estender a mão, não fechar os olhos”.
No final desta peregrinação resta-nos pedir a Maria que nos ensine a escuta, a hospitalidade e a ternura para sermos semeadores de esperança entre os migrantes do mundo.
Artigo e fotografias: Secretariado Diocesano da Pastoral das Migrações







