Na celebração do 50.º aniversário da Cáritas Diocesana de Setúbal, quero dirigir uma saudação de profundo apreço e reconhecimento a esta instituição e, através do Senhor Bispo de Setúbal e do Presidente da Cáritas Diocesana de Setúbal, a todos quantos, ao longo destas cinco décadas, se entregaram generosamente à sua missão, dedicando o seu trabalho, o seu empenho nas causas sociais, a sua empatia e a sua disponibilidade a quem se encontra em situações de maior fragilidade e procura acolhimento, compreensão e esperança.
A Cáritas de Setúbal nasceu da vontade de tornar presente a ação social da Igreja junto das comunidades desta Diocese. Criada em 1976 por D. Manuel Martins, então Bispo de Setúbal, procurou, desde o início, responder a um contexto difícil. Assumiu a missão de acompanhar uma extensa área territorial e fazer face a necessidades de apoio crescentes, através do conhecimento próximo de cada realidade e da presença junto de quem enfrenta maiores dificuldades.
Nos momentos particularmente complexos vividos nesta região durante a década de 1980, marcados pelo desemprego, pelos salários em atraso e pelo agravamento das necessidades sociais, a Cáritas de Setúbal soube estar presente. A proximidade com as pessoas e as famílias, a capacidade de mobilização e a procura de respostas concretas tornaram-se marcas de um percurso que hoje, justamente, se assinala.
É também justo recordar, neste momento, o Professor Eugénio Fonseca. Durante décadas, colocou a sua experiência, a sua convicção e a sua humanidade ao serviço do próximo, através do combate à pobreza, da defesa da dignidade humana e da valorização da solidariedade como responsabilidade de toda a comunidade.
Ao evocarmos estes 50 anos, prestamos igualmente homenagem a todos os dirigentes, trabalhadores, voluntários, parceiros e membros das comunidades que ajudaram a construir e a sustentar a ação da Cáritas Diocesana de Setúbal. Cada gesto de atenção, cada resposta assegurada e cada pessoa acompanhada fazem parte desta história comum. Num momento em que voltamos a confrontar-nos com necessidades tão amplas e exigentes, a Cáritas de Setúbal continua a acompanhar pessoas de diferentes gerações e condições, em particular aquelas que enfrentam a pobreza, a exclusão social ou outras formas de vulnerabilidade. Esse trabalho recorda-nos que a dignidade de cada pessoa deve permanecer no centro da vida coletiva e que uma sociedade mais justa se constrói através da proximidade, do cuidado e da responsabilidade partilhada.
Os desafios presentes e futuros exigem perseverança, capacidade de escuta e renovada disponibilidade para servir. Formulo, por isso, votos de que a Cáritas Diocesana de Setúbal possa prosseguir a sua missão, permanecer próxima de quem mais necessita e contribuir para comunidades mais solidárias, inclusivas e atentas à dignidade de todos.
Termino com uma calorosa felicitação à Cáritas Diocesana de Setúbal pelo seu 50.º aniversário e a todos aqueles que fizeram, fazem e continuarão a fazer parte do seu percurso.
António José Martins Seguro



