Caríssimos jovens, amigas e amigos, saudações fraternas a todos, todos, todos.
Celebramos hoje, 1 de agosto, três anos desde o início da Jornada Mundial da Juventude 2023. É um dia de memória agradecida, de alegria e de esperança.
Desde o anúncio da Jornada, em janeiro de 2019, até aos dias inesquecíveis que vivemos em agosto de 2023, percorremos um caminho exigente, feito de muito trabalho, dedicação, oração e confiança. Hoje, ao recordar esse percurso, o meu coração enche-se de gratidão.
Obrigado a todos os que tornaram possível este sonho: aos milhares de voluntários, às famílias de acolhimento, aos benfeitores, às dioceses, às paróquias, aos movimentos, às comunidades religiosas, às autoridades locais e nacionais, ao Governo, às Forças Armadas, às forças e serviços de segurança, aos meus bombeiros, aos profissionais das mais diversas áreas e a todos os que, de uma forma ou de outra, deram o melhor de si. Agradeço também àqueles que, com dúvidas, críticas ou reservas, nos desafiaram a fazer melhor. A Jornada Mundial da Juventude 2023 foi um sucesso porque foi construída por todos, todos, todos, como nos ensinou o Papa Francisco.
O mais importante, porém, permanece vivo. A Jornada não terminou no último dia. Continua a dar frutos na vida de tantos jovens que encontraram Cristo, fortaleceram a sua fé e descobriram que a Igreja é uma casa aberta a todos. Esse é o maior legado que podemos celebrar.
Agora, o nosso olhar volta-se para Seul, na Coreia do Sul. Depois do Jubileu dos Jovens, em Roma, somos novamente convidados a pôr-nos a caminho, respondendo ao desafio lançado pelo Santo Padre Leão XIV: continuar esta peregrinação rumo à próxima Jornada Mundial da Juventude, em 2027.
É motivo de alegria ver que centenas de jovens portugueses já deram esse passo, aproximando-nos da marca dos mil inscritos. Queremos continuar a desafiar muitos mais a viver esta experiência única de encontro com Cristo Vivo, com jovens de todo o mundo e com o Sucessor de Pedro. Estamos também a preparar, com especial carinho, uma passagem por Macau, como sinal de memória, gratidão e da profunda ligação histórica entre Portugal e aquela comunidade.
Confiamos tudo nas mãos de Deus. Só Ele conhece e pode recompensar a generosidade de tantos corações que fizeram e continuam a fazer da Jornada um verdadeiro testemunho de comunhão e de esperança.
A todos, o meu sincero obrigado.
E aos jovens, deixo um convite muito simples: não tenham medo de partir. Vale a pena atravessar o mundo para descobrir que Cristo vos espera, vos chama e caminha convosco. A Jornada Mundial da Juventude é muito mais do que um evento; é uma oportunidade de deixar que Deus transforme o nosso coração e renove a nossa vida.
Que Deus nos conceda a graça de nos reencontrarmos em Seul, em 2027.
Um abraço para todos, com amizade e oração.




