Despeço-me hoje de ti, como quem se despede de um amigo muito querido, de alguém que compreendia profundamente esta missão a que o Senhor chamou muitas mulheres e homens desta nossa Diocese. Despeço-me com um sentimento de gratidão profunda porque durante o teu pontificado olhaste-nos sempre para lá das nossas limitações, das nossas indecisões, das nossas fraquezas e valorizaste a nossa capacidade de amar e servir os nossos irmãos através do anúncio da Boa Nova de Nosso Senhor Jesus Cristo. Foste tu que disseste na tua exortação apostólica EVANGELII GAUDIUM: “Na boca do catequista, volta a ressoar sempre o primeiro anúncio: «Jesus Cristo ama-te, deu a sua vida para te salvar, e agora vive contigo todos os dias para te iluminar, fortalecer, libertar»”.
Aqui está a alegria da nossa missão. Sabia-lo, por isso nos encorajaste com documentos, homilias, orações, mas sobretudo com essa forma de ser tão simples, tão próxima, tão carinhosa.
Relembraste-nos que o testemunho de uma vida pautada pela alegria do encontro com Jesus é a melhor catequese que podemos transmitir a crianças, adolescentes, jovens ou adultos. Mas porque o mundo de hoje é exigente pediste-nos perseverança na formação, aprovaste um novo Diretório para a Catequese apontando novos caminhos e paradigmas. Por isso a Catequese do nosso país iniciou um tempo de renovação, com um novo Itinerário de Iniciação à Vida Cristã das Crianças e dos Adolescentes com as Famílias aplicando, às verdades eternas da nossa Fé, novos recursos, novos métodos, novas tecnologias.
Como catequista jamais esquecerei os momentos vividos na JMJ de Lisboa 2023. Dou graças a Deus por cada um dos momentos em que estiveste connosco, pelas palavras que nos dirigiste, pelos silêncios de profundo recolhimento que proporcionaste.
Obrigada Papa Francisco, pela tua vida devotada a Jesus e aos outros. Obrigada pela tua serenidade e boa disposição. Obrigada pela tua alegria em ser cristão. Obrigada pelo muito que deste aos catequistas, à Igreja, à Humanidade.
Hoje despeço-me de ti como de um amigo muito querido. Havemos de nos tornar a ver, se Deus quiser.
Maria Isabel Rosendo
Diretora do Secretariado Diocesano de Catequese



