O bispo de Setúbal, Cardeal D. Américo Aguiar, deu início a mais um tempo de Quaresma com a presidência da Missa de Quarta-feira de Cinzas na Sé de Setúbal, à qual acorreram centenas de fiéis.
Na Missa que marca, formalmente, o início deste tempo de preparação para o que será a Semana Santa e o tempo de Páscoa que se seguirá, D. Américo Aguiar falou na necessidade de “conversão, oração, jejum” e esmola.
Desde logo, uma conversão que onde se torne real “a nossa consciência da fragilidade”, “aceitarmos que não sabemos tudo, que não podemos tudo, que não estamos certos de tudo, que tomamos opções, que tomamos decisões, dentro daquilo que achamos que possa ser o melhor, para mim, para os outros, para todos”, mas para as quais precisamos de orientação.
Por isso, é preciso que o nosso coração se converta ao “coração de Deus, que faz com que o meu olhar, a minha sensibilidade, seja verdadeiramente de Deus”, o que também exige uma reconciliação “com Deus, com os irmãos e com as irmãs”. “Sermos capazes de fazer uma limpeza aqui aos bastidores, às dispensas, aos arrumos, debaixo dos tapetes, atrás dos móveis, para onde às vezes gostamos de sacudir, de maneira que as visitas não vejam quando chega à sala, mas, depois, continuam lá”, disse.
Finalmente, o jejum, acompanhado da renúncia e da esmola, que o bispo de Setúbal pede que seja feita “com sacrifício”, a partir da renúncia de algo da vida de cada um, em favor dos que mais precisam, neste caso as crianças da Terra Santa e o Fundo de Emergência Diocesano, os destinos que a diocese dará à renúncia quaresmal dos seus fiéis. “Que o resultado da renúncia tenha a ver comigo, tenha a ver com o sacrifício que eu fiz. Que a renúncia responda àquilo que foram durante os 40 dias da Quaresma, que responda ao sacrifício vivido e que possa ser partilhado pelos irmãos e irmãs de Jerusalém”, pediu o cardeal.
Texto e fotos: Ricardo Perna







