Ser migrante é viver com o coração aberto

Out 7, 2025

Peregrinar até Roma, apesar das dificuldades físicas, foi um desafio mas acima de tudo uma grande graça.

Foi com emoção que vi tantas nacionalidades representadas, unidas em oração e comunhão, respondendo ao apelo do Papa de sermos verdadeiros peregrinos da esperança.

Tanto na audiência de Sábado como na eucaristia de Domingo, vi o Papa Leão a poucos metros, posso até dizer que ele olhou para mim. E o seu olhar transmitiu -me serenidade, paz e esperança.

Ser migrante é mais do que mudar de país, é aprender a viver com o coração aberto , acolher e poder ser acolhido. Foi este acolhimento que eu senti, ao atravessar a porta santa na Basílica de São Pedro, o abraço de Jesus que me aliviou as dores físicas e deu-me alento para continuar a minha peregrinação.

Confirmei que a diversidade é um dos maiores bens que podemos partilhar, vendo tantas culturas presentes na festa dos Povos.

Regresso a casa de coração cheio, grata por esta benção de Deus na minha vida. Foram vários os momentos durante estes dias em que , de lágrimas nos olhos, pensava na minha família e todos os que deixei em Timor.

Inocência Neves, 69 anos, natural de Timor, em Portugal há 49 anos, paroquiana de Amora.

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