Peregrinar até Roma, apesar das dificuldades físicas, foi um desafio mas acima de tudo uma grande graça.
Foi com emoção que vi tantas nacionalidades representadas, unidas em oração e comunhão, respondendo ao apelo do Papa de sermos verdadeiros peregrinos da esperança.
Tanto na audiência de Sábado como na eucaristia de Domingo, vi o Papa Leão a poucos metros, posso até dizer que ele olhou para mim. E o seu olhar transmitiu -me serenidade, paz e esperança.
Ser migrante é mais do que mudar de país, é aprender a viver com o coração aberto , acolher e poder ser acolhido. Foi este acolhimento que eu senti, ao atravessar a porta santa na Basílica de São Pedro, o abraço de Jesus que me aliviou as dores físicas e deu-me alento para continuar a minha peregrinação.
Confirmei que a diversidade é um dos maiores bens que podemos partilhar, vendo tantas culturas presentes na festa dos Povos.
Regresso a casa de coração cheio, grata por esta benção de Deus na minha vida. Foram vários os momentos durante estes dias em que , de lágrimas nos olhos, pensava na minha família e todos os que deixei em Timor.
Inocência Neves, 69 anos, natural de Timor, em Portugal há 49 anos, paroquiana de Amora.



