Fazer turismo é vivermos outras realidades, conhecermos outras pessoas, outros hábitos, sairmos da nossa geografia, da nossa cultura e abrirmo-nos à realidade e experiência do outro, é vivermos um novo paradigma, é sentirmos novos sabores, cheiros diferenciados, é procurar o que é diferente.
Vivermos a experiência de sermos turistas é conseguir ter um novo olhar sobre o que nos é dado, porque temos mais tempo, porque estamos mais despertos para a realidade que nos rodeia, é ter tempo para lermos, para fazermos uma caminhada na natureza, em família, é ter tempo para rezarmos de formas que não conseguimos fazer na correria do dia a dia. Ser turista é absorver novas culturas, novas gentes, novos hábitos e sairmos da nossa área de conforto e aventurarmo-nos no desafio de sairmos das nossas certezas e “descermos” ao outro e ao que nos é dado.
Exemplo permanente desta saída em direção ao outro, a novas culturas, a novas experiências (de amor) foi o Papa Francisco nas suas visitas como Peregrino, desde as suas visitas à cidade de Roma até às mais longínquas cidades que visitou, é perceber a atenção que era dada ao outro, o cuidado do novo olhar sobre os assuntos estratégicos e muitos deles fracturantes, mas ainda assim nunca o impediu de partilhar a sua opinião, a opinião da Igreja – desafiou-nos a olharmos de forma mais profunda para as várias questões, abraçou os indigentes e os que nunca pensaram poder dizer – “perdemos um amigo”, dizia um sem abrigo de Roma numa entrevista no dia do seu funeral.
Ser turista é isto mesmo – é olhar de forma atenta e profunda a realidade que nos é dada, é viver com os sentidos despertos o que nos é oferecido, ser turista é sairmos de nós próprios e aventurarmo-nos em desafios de superação.
Que cada um de nós consiga viver este novo paradigma de “ser turista” e de “ser peregrino” que o Papa Francisco nos deixou como legado.
OBRIGADO Papa Francisco.
Diácono Jonas Cardoso
Coordenador da Pastoral do Turismo



