Há momentos em que, mais do que muitas palavras, importa estarmos próximos. E este é, sem dúvida, um desses momentos.
Quero, antes de mais, deixar ao nosso querido Papa Leão XIV uma palavra muito sentida de amizade, de carinho, de solidariedade e, sobretudo, de profunda comunhão e oração.
Tocou-me particularmente a forma como o Santo Padre quis partilhar este momento com todos nós. Fê-lo com uma transparência extraordinária, com simplicidade, com verdade e com uma humanidade que nos aproxima ainda mais dele.
E isto é muito bonito. Porque o Papa, antes de tudo, é também um de nós. É alguém que sente, que vive, que enfrenta dificuldades e que, com uma enorme generosidade, continua a entregar a sua vida ao serviço da Igreja e da humanidade.
Esta transparência é um sinal de confiança. É a expressão de uma Igreja que não tem medo da verdade, que não precisa de esconder a sua humanidade e que encontra precisamente nessa humanidade a força do Evangelho.
Hoje, mais do que nunca, importa que o Santo Padre sinta que não está sozinho. Que tem consigo milhões de homens e mulheres que o estimam, que rezam por ele e que caminham com ele.
Da minha parte, e certamente de toda a nossa querida Diocese de Setúbal, quero dizer-lhe, com toda a simplicidade e de coração aberto: Santo Padre, estamos consigo!
Estamos consigo na oração, na amizade, na solidariedade e nesta comunhão que faz de nós uma verdadeira família.
Que Nossa Senhora o acompanhe, o proteja e lhe dê força, serenidade e esperança.
Porque é precisamente nestes momentos que a Igreja deve ser ainda mais Igreja: uma família que cuida, que abraça, que reza e que nunca deixa ninguém sozinho.
Com amizade, carinho e oração,
† Cardeal Américo Aguiar
Bispo de Setúbal




