I Encontro de Avós e Netos decorreu no Cristo Rei

Jul 28, 2024

Foram mais de 200 os avós e netos que responderam ao apelo deixado pelo bispo de Setúbal, Cardeal D. Américo Aguiar, para se juntarem no Santuário do Cristo Rei para um encontro de celebração da vida em família e da importância de avós e netos estarem juntos, partilharem experiências e fazerem, assim, crescer a família no seu todo.

Este I Encontro de Avós e Netos acontece no IV Dia Mundial dos Avós e Idosos, lançado pelo Papa Francisco, precisamente para responder a esse apelo do Papa. “Tentámos corresponder ao apelo do Papa Francisco para que este encontro de avós e netos se concretizasse, e de um modo especial no Santuário do Cristo Rei, para colocarmos este encontro no sítio certo, no coração de Jesus”, disse D. Américo Aguiar, que se mostrou muito “satisfeito” com o resultado deste primeiro encontro que, espera, “possa ser uma bonita tradição que nasce no Jubileu da diocese e na antecâmara do Ano Santo”.

O bispo de Setúbal esteve com os participantes e falou-lhes da importância de ter avós e netos a crescerem juntos. “Vimos a alegria das famílias, do reencontro, dos avós mais velhos com as famílias, é uma riqueza para a sociedade, para a diocese, é uma riqueza para as famílias e não podemos criar condições para que as pessoas se sintam um peso, descartadas, abandonadas, pelo contrário, devemos fazer tudo para que filhos, avós, netos, pais, todos os membros da família, nas mais diversas faixas etárias, se sintam, em comunhão, e que ninguém seja peso para ninguém”, pediu o prelado.

Na eucaristia que encerrou o encontro, D. Américo Aguiar criticou o tempo “fraturante” que se vive hoje. “Andamos a tentar prolongar mais a nossa vida, mas vendemos às novas gerações que o que é bom é ser novo, jovem, viril… e ser velho, ter rugas ou limitações é negativo”, afirmou, acrescentando que “não faz sentido nenhum vender a ideia de que os mais velhos são maus para a sociedade”.

No final, defendeu que “é preciso valorizar os que são «novos há mais tempo». Uma sociedade que ouve, cuida, trata dos mais velhos é uma sociedade melhor”, avisou, deixando um desafio a todos os avós presentes. “Não desistam de nos ensinar a suportarmo-nos uns aos outros na caridade, nem de nos ensinar o milagre da multiplicação, que não tem de ser apenas de dinheiro, mas também daquilo que cada um tem de melhor”.

Gonçalo Boavida e Tânia Furtado são o casal responsável pela Pastoral Familiar na diocese de Setúbal e fizeram um balanço “muito positivo” do evento. “Foi um desafio que nos foi lançado em cima da nomeação, e correu muito bem. A comunidade respondeu, a diocese esteve presente, tivemos avós com 90 anos, casais com mais de 50 anos de casados”, explicou Gonçalo Boavida.

Esta foi a primeira atividade formal da nova equipa da Pastoral Familiar, a Tânia Furtado aproveitou para explicar que os próximos tempos vão ser de reflexão sobre o caminho a percorrer. “O espetro da família é hoje mais desafiante, e queremos ir ao encontro de todas as necessidades e fazer crescer a pastoral familiar em toda a comunidade”, disse. Gonçalo Boavida explicou que o secretariado vai tentar “reunir com todos os movimentos da diocese, tentar perceber os desafios de cada um, e até dezembro, altura em que esperamos reunir todos no dia da Sagrada Família, queremos ver como é que a Pastoral Familiar pode ajudar a diocese a crescer”.

 

 

 

 

Texto e fotos: Ricardo Perna

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