A escolha de Francisco de Assis como figura inspiradora para o Papa Francisco traz à memória gestos marcantes da vida do santo a quem classificaram como homem do século futuro. O seu pontificado torna presente o despojamento, o cuidado pelos mais frágeis, marginalizados e a radicalidade de quem faz do Evangelho a sua forma de vida.
Recordo três momentos, para mim, muito significativos: o rito do lava-pés na prisão, com os “leprosos” do século XXI, sem qualquer repulsa, mas cheio de compaixão pela humanidade ferida; a analogia da Igreja com a Capelinha das Aparições em Fátima, espaço aberto onde todos têm lugar; e a sua exclamação “temos Mãe!”, que tanta confiança transmitiu no cuidado maternal de Nossa Senhora.
Ouso apontar, também, três palavras de tudo o que aprendemos ao longos destes anos com o papa Francisco, como modelo para a Pastoral da Saúde: a Alegria que é ter Jesus na nossa vida e poder servi-LO, a Alegria contagiante que se faz vocação na hospitalidade; a Misericórdia como amor concreto do próprio Deus por cada homem e mulher, inspiradora do meu ser cristão, cuidador e pessoa a quem Deus estende a Mão e conforta com o Seu olhar nos momentos de fragilidade; e a Esperança que nos faz continuar na direção de um Bem Maior, que é Jesus, medida de todas as coisas.
Assistimos à valorização e promoção constante do cuidado pelo outro, nos momentos de sofrimento, na doença, na solidão e na velhice (recordo as catequeses de quarta-feira sobre a velhice do ano 2022), numa atitude de proximidade de quem experimenta e testemunha o Encontro com Jesus.
O legado do Papa Francisco na promoção do cuidado integral da pessoa, os seus gestos concretos, mensagens e catequeses será sempre uma inspiração para a Pastoral da Saúde da Diocese de Setúbal.
Obrigado Papa Francisco!
Filipe Ribeiro
Membro da Comissão Diocesana da Pastoral da Saúde



