Revdos. Padres Casimiro e Moisés,
Queridas irmãs e irmãos, saudações fraternas a todos, todos, todos.
Concluímos esta Visita Pastoral com o coração cheio de gratidão. Dou graças a Deus pelo dom destes dias vividos convosco, marcados pelo encontro, pela escuta, pela oração e pela partilha fraterna. Em cada celebração, em cada conversa, em cada realidade visitada, pude reconhecer sinais vivos de fé, de dedicação e de esperança.
Agradeço, de modo muito especial, ao vosso pároco, o Padre Casimiro Henriques, e ao vigário paroquial, o Padre Moisés, pelo cuidado pastoral com que servem estas comunidades. O vosso ministério, vivido com proximidade e espírito missionário, é presença concreta do Bom Pastor no meio do povo que vos está confiado.
Quero igualmente agradecer a todos os agentes pastorais, movimentos, grupos e voluntários que, com generosidade, constroem diariamente estas paróquias como casas de portas abertas, onde cada pessoa pode encontrar acolhimento, escuta e acompanhamento.
Desejo também deixar uma palavra de reconhecimento e gratidão às Senhoras Presidentes das Juntas de Freguesia da Costa da Caparica e da Trafaria, bem como a todos os seus trabalhadores e colaboradores, pela proximidade e sentido de serviço demonstrados.
Permiti-me ainda uma palavra muito sentida dirigida às mulheres e aos homens do vosso tecido social e económico: aos pescadores, aos agricultores, aos comerciantes e empresários, cujo trabalho diário sustenta famílias e dinamiza a vida destas terras.
Quero, de modo particular, agradecer aos trabalhadores, aos utentes, aos voluntários e aos dirigentes dos nossos centros sociais, bem como às famílias de todos vós. O cuidado que prestais aos mais frágeis é um testemunho concreto de caridade vivida e de Evangelho tornado serviço.
Trago também no coração, e confio à vossa oração, as comunidades que entretanto já foram visitadas neste caminho pastoral: a paróquia de São Tiago de Almada, e as paróquias de Cacilhas e do Pragal. Rezamos uns pelos outros, porque fazemos parte de uma única família diocesana que caminha unida, na diversidade das suas realidades e desafios.
Esta Visita ficou também profundamente marcada pelo contexto exigente que as vossas comunidades atravessam, na sequência da situação de calamidade vivida nos últimos dias. Por isso, levo comigo não apenas a alegria do que vi, mas também as preocupações, os sofrimentos e as necessidades que me foram confiadas. Continuarei unido a vós na oração e no compromisso de que a Igreja diocesana permanecerá próxima, solidária e atenta.
É também significativo que tenhamos iniciado, juntos, o caminho quaresmal com a celebração das Cinzas nestas comunidades, e que hoje, ao encerrarmos esta Visita, celebremos o Primeiro Domingo da Quaresma. Este tempo litúrgico oferece-nos uma chave espiritual para tudo o que vivemos: é tempo de conversão, de regresso ao essencial, de renovação da esperança e de confiança em Deus, mesmo no meio das provações.
Encerrar uma Visita Pastoral à porta da Quaresma é, por isso, um convite claro: continuar o caminho, aprofundar a fé, fortalecer a comunhão e transformar em gestos concretos de caridade e de reconstrução tudo aquilo que aqui partilhámos.
Confio estas comunidades à intercessão dos vossos padroeiros: Nossa Senhora da Conceição, tão querida à Costa da Caparica, sinal de esperança e de confiança no desígnio de Deus; e São Pedro, padroeiro da Trafaria, testemunha de fé firme e de amor à Igreja.
Obrigado pelo acolhimento, pela proximidade e pelo testemunho de fé.
Contai comigo. Eu conto convosco. Continuemos a caminhar juntos, como Igreja que não desiste, que não desanima e que nunca deixa ninguém para trás.
Com amizade, gratidão e bênção,
† Américo Aguiar
Bispo de Setúbal
I Domingo da Quaresma, 22 de fevereiro de 2026




