“Nós queremos vos dizer obrigado por aceitarem o chamamento a ser catequistas, porque a nossa Diocese nestes 50 anos está muito agradecida”. Cardeal D. Américo Aguiar, homilia de 9 de fevereiro de 2025, Jubileu Diocesano dos Catequistas.
No último domingo, dia 9 de fevereiro, celebrou-se na cidade de Setúbal o Jubileu Diocesano dos Catequistas.
“Foi a minha primeira atividade diocesana de catequistas e não trocava este dia por nada, foi um dia incrível!” afirmou Pedro Martins, jovem catequista da Paróquia de Fernão Ferro
Este dia iniciou-se na Escola Secundária Sebastião da Gama onde mais de 400 catequistas da Diocese de Setúbal se reuniram e assistiram a alguns testemunhos sobre a missão de ser catequista e sobre a própria Diocese de Setúbal.

Os testemunhos começaram pelo Monsenhor José Lobato que deu a conhecer um pouco da história da Diocese de Setúbal e das pessoas trabalharam para a sua construção.
Os catequistas receberam igualmente mensagens do Pe. Telmo Nunes, assistente espiritual do Secretariado Diocesano da Catequese de Infância, Adolescência e Adultos, e de D. Rui Gouveia, que desempenhou durante muitos anos esta mesma função.
Para acabar a manhã contaram também com o testemunho de três catequistas que partilharam um pouco das suas experiências.
Após o almoço partilhado, os catequistas da Diocese de Setúbal rumaram em peregrinação até à Sé de Setúbal, caminhando em procissão pela ruas de Setúbal enquanto rezavam o Terço.
À chegada à Sé os catequistas foram recebidos pelo nosso Bispo, Cardeal D. Américo Aguiar que presidiu à celebração da Eucaristia. Esta Eucaristia contou ainda com um coro composto por diversos catequistas e catequisandos de todas as idades provenientes de várias paróquias da nossa Diocese
Na sua homília, o nosso Bispo recordou a importância do trabalho dos catequistas, apesar de todas as dificuldades: “Sábado após sábado, domingo após domingo, semana após semana, ano após ano, apesar de tudo, apesar dos problemas, apesar das dificuldades, (…). Apesar de tudo isso, nós sabemos que há vidas que foram tocadas graças à pessoa do catequista ou da catequista”.
Também na sua homília, Cardeal D. Américo Aguiar relembrou o verdadeiro significado da missão de catequista e apelou a que não fosse esquecida a parte principal desta tarefa: “Eu quero que sejam, acima de tudo, homens e mulheres de testemunho de fé. E, por isso, sejamos equilibrados naquilo que são os cursos, as preparações, tudo isso, e deem também tempo ao coração, à preparação espiritual. Porque podemos saber muito, podemos ser especialistas, mas depois temos dificuldade em transmitir, em dar testemunho desse Cristo vivo que habita nos nossos corações (…)”. À cerca deste testemunho, acrescenta: “(…) por isso, também peço que façamos um esforço de cada vez mais familiaridade com a Palavra de Deus. Não é «eu acho que», eu não acho nada. É «a Sagrada Escritura diz» e, por isso, nós temos permanentemente de estar disponíveis para maior conhecimento e proximidade com a Sagrada Escritura”.

Esta homília refletiu ainda a importância dos catequistas para as vidas das suas comunidades, especialmente para aqueles que lhes são confiados semanalmente: “Eu conheço catequistas que conhecem mais a vida desses jovens do que as próprias famílias. Estão tão atentos, são tão sensíveis, conhecem-nos tão bem, que superam o nível de conhecimento da própria família. E isso não tem preço. Principalmente quando temos consciência do quanto isso é, para nós, uma enorme responsabilidade. Alguns de vocês, algumas de vocês, têm, de facto, a vida dos jovens nas vossas mãos. E podem condicionar essas vidas”.
Para terminar a sua homilia, o Bispo sadino recorreu ao Evangelho do dia para deixar um apelo a todos os catequistas: “(…) o Senhor disse-lhes «Não tenhais medo agora de ser pescadores de Homens», e o texto termina dizendo que eles seguiram Jesus. Ora, é o que nós queremos que aconteça todas as semanas, todos os dias, em todas as histórias de vida, em que nos encontramos com cada um de vocês, em que cada um de vocês se encontra com os nossos jovens, adolescentes e adultos, quando lhes falamos de Jesus e quando lhes damos testemunho de Cristo vivo”.

Esta celebração terminou com a entrega de diplomas aos catequistas que celebram este ano 25, 50 e mais de 50 anos de missão.
“A todos os catequistas de Setúbal eu gostaria de dizer obrigada. Obrigada pelo testemunho, obrigada pelo trabalho, obrigada por esta entrega a esta nossa Diocese que é tão bonita. Em tudo amar e servir.” Foi a mensagem que Isabel Rosendo, diretora do Secretariado Diocesano da Catequese de Infância, Adolescência e Adultos deixou após este Jubileu.
Artigo: Lara Franquelim Alves
Fotografias: Lara Franquelim Alves e Ricardo Perna



















