Jubileu Diocesano dos Enfermos e do Mundo da Saúde

Abr 7, 2025

 

No dia 6 de abril o Santuário do Cristo Rei recebeu a celebração do Jubileu Diocesano dos Enfermos e do Mundo da Saúde.

A celebração contou com inúmeras participações de profissionais de saúde e cuidadores e iniciou-se com a conferência “Ser arquiteto de Saúde” com José Carlos Rodrigues Gomes, professor coordenador no Instituto Politécnico de Leiria e perito do Conselho Nacional da Saúde. Na sua intervenção, o professor explicou os quatro pilares para construirmos uma vida saudável e a importância de sermos arquitetos da nossa saúde e daqueles que nos rodeiam.

Após esta conferência, foi organizada uma mesa redonda com o tema “Ser Peregrino de Esperança, quando e como?”. Esta conversa contou com Ana Inês Agostinho, Fisioterapeuta; Ana Lúcia Agostinho, Psicóloga Educacional e Mestre em Psicologia da Educação e da Orientação; Gabriela Pereira, Médica de Medicina Geral e Familiar na ULS Arco Ribeirinho; Zaida Charepe, Doutora em Enfermagem e Professora na Universidade Católica; e Pe. José Pires sj, Assistente Espiritual do Hospital Garcia de Orta.

Um dos principais temas deste diálogo foi a esperança, a sua importância nos processos de tratamento e a forma como os profissionais de saúde podem contribuir para a esperança dos seus utentes. “Enquanto profissional de saúde o meu dever é promover a esperança aos meus utentes, apoiá-los neste processo, mas tenho plena consciência de que não sou eu quem semeia a esperança nos seus corações”, sublinhou Ana Inês Agostinho.

 

Um dos pontos mais frisados por todos os participantes foi também o facto de os profissionais de saúde terem muitas vezes de “emprestar” a sua esperança aos doentes. “A Esperança significa ação e muitas vezes é preciso emprestarmos a nossa esperança a quem já não tem energia” afirmou Zaida Charepe.

Já o Assistente Espiritual do Hospital Garcia de Orta, Pe. José Pires sj, contando um pouco da sua experiência como capelão dentro da Pastoral da Saúde, revelou que há ainda muito desconhecimento daquilo que é a missão não só do capelão nas unidades de saúde mas da própria Pastoral da Saúde: “Esta dimensão da presença do assistente espiritual causa por vezes surpresa. As pessoas não sabem que ajuda podem receber de um capelão”.

Esta celebração terminou com a bênção dos profissionais de saúde, cuidadores e voluntários e algumas palavras do nosso Bispo, Cardeal D. Américo Aguiar, que deixou um apelo a todas as paróquias: “Eu confesso que gostava de ver mais envolvimento da parte das paróquias, dos agentes pastorais, mais envolvimento principalmente de quem vive numa paróquia onde existem estabelecimentos de saúde, seja lá qual for o nível, desde a unidade local de saúde ao hospital mais importante, que as paróquias não se alheassem a que no seu coração há um hospital” e pediu ainda: “(…) há tantas coisas que se podem fazer para aliviar, para ajudar, para acompanhar estes irmãos e irmãs, aquilo que nós fazemos imediatamente quando é alguém conhecido, amigo, mas há tanta gente desconhecida que precisa de coisas possíveis”.

 

Artigo: Lara Franquelim Alves
Fotografias: Ricardo Perna

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