O Pe. Pedro Quintela, pároco do Monte de Caparica, faz um balanço muito positivo, aos orgãos de comunicação da diocese, da Visita Pastoral que decorreu na paróquia, ressalvando que viu o bispo e as pessoas da paróquia “muito contentes com a visita pastoral”.
Então, que balanço se pode fazer destes dias de visita pastoral?
Acho que aconteceu aquilo que é o mistério da igreja. O pastor, o bispo, veio conhecer esta parte do seu rebanho, que é a paróquia do Monte de Caparica. Acho que foram dias de descoberta para o D. Américo de uma comunidade, da seiva da comunidade, das virtudes, da força, do ânimo. Também o que são as fragilidades e as dificuldades, antes de mais, do próprio pároco. Portanto, a primeira nota que acho muito importante foi a descoberta por parte do pastor daquilo que é esta realidade do seu rebanho aqui por estas bandas. Em segundo lugar, penso que usámos do grande reconhecimento público do D. Américo, acho que houve sempre bastante disponibilidade, eu diria que houve total disponibilidade das instituições que nos receberam para acolher a pessoa do nosso bispo, do Cardeal D. Américo, e isso permitiu que acontecesse esta presença da igreja e do seu pastor junto de lugares onde não é habitual acontecer este encontro, este diálogo com gente que de facto está fora dos muros da igreja, e isso aconteceu.
E que mais?
E uma terceira nota que também me parece muito relevante é que, como é óbvio, a comunidade que reza pelo bispo, em todas as missas reza-se pelo bispo, acho que esta comunidade que reza pelo bispo tem uma ligação mais ou menos distante com o bispo. Acho que estes dias contribuíram muito para uma concretização, uma ligação. Em algum momento, numa folha que criámos aqui assim para acolher o D. Américo, estava escrita a palavra de Jesus “Tocai-me”. Acho que este tocar do bispo, este estar a conviver com o bispo, a coexistir com o bispo, no caso com o D. Américo, penso que também concretiza muito esta dimensão do mistério da igreja, que é o mistério da comunhão dos santos, levar-nos aos outros na oração, as pessoas que aqui rezam, trazer esta vida de oração à vida do bispo. Enfim, talvez uma última nota, uma quarta nota, penso que foram dias crescentes de uma alegria simples, transparente, com nada de artificial, com nada de excitado, mas pareceu-me a ver o D. Américo contente, e acho também que na paróquia fomos vendo as pessoas muito contentes com a visita pastoral.

Houve visitas para fora daquilo que é os limites da paróquia, os limites pastorais da paróquia, instituições, empresas e tudo mais, houve também visitas para dentro. Em termos daquilo que foi para fora, como é que foi o impacto das pessoas ao receberem o convite e depois no próprio dia?
Bom, nós fizemos visitas dentro do território da paróquia a instituições de pessoas que não têm qualquer tipo de dependência da Igreja, desde empresas a realidades sociais. Sim, como já disse há bocadinho, acho que gozámos deste salvo conduto, que é o facto do D. Américo ser uma pessoa muito reconhecida publicamente. De facto, de forma geral, houve dois ou três sítios a não mostrarem grande interesse na visita, mas de forma geral, acho que todas as instituições gostam de ser visitadas, também pelo relevo de receberem uma personalidade pública, e acho que isso foi bastante visível.
E internamente, como foi a experiência?
Sim, para dentro da igreja, para dentro da paróquia, eu creio que também, de novo é o mesmo fenómeno, o bispo é muito conhecido, é muito reconhecido publicamente, penso que as pessoas vão à procura de uma confirmação da Fé, de uma procura de serem confirmadas, que este é o lugar de encontro com Jesus, acho que esse foi o pedido feito ao bispo, de reconhecerem que esta é a Igreja de Jesus, que este é o lugar de encontro com Jesus. Enfim, também acho que isso foi acontecendo na alegria e no gosto, nesta segurança, que penso também que nos devemos uns aos outros, de perceber que esta é a casa onde estamos com Jesus, onde estamos contentes de estar com Jesus, e isso vê-se eminentemente no facto de estarmos com o nosso bispo. É a eminência desta presença, que acho que se vê que traz alegria às pessoas, traz alegria e contentamento às pessoas.

Que desafios ficam, depois da visita pastoral, para o médio, curto, médio ou longo prazo?
Eu creio que os desafios que estão presentes são sempre da ordem da Missão, acho que esta visita nos fez ir a espaços que não são os comuns, fica sempre o desafio da Missão, do anúncio, de conseguirmos ser ágeis para estarmos nos lugares onde estão as pessoas, de sermos ágeis a convidar a pessoa.
Penso que fica um desafio de vida espiritual, vida interior, que é também de aprofundarmos o sentido da comunhão dos santos. Precisamos de rezarmo-nos, precisamos de rezar uns aos outros, precisamos de ser rezados, é aqui uma nota muito grande da vida da paróquia, este receber o pastor que nos confirma, este rezarmos com o pastor, rezarmos o pastor que nos confirma, acho que também fica aqui um apelo grande a termos a vela acesa, termos a oração acesa em favor do nosso bispo.
Em algum momento disse no Conselho Pastoral que aqui na vida da paróquia é preciso ter um propósito grande para mobilizar as pessoas. Tivemos alguns eventos, o Ano da Fé, o centenário da criação da paróquia, a JMJ, agora a visita pastoral. Estes propósitos são muito convergentes, são muito congregadores, fico aqui no ar a hipótese de lançarmos, a um ritmo bianual, um evento grande, uma festa grande, que seja congregadora da paróquia como propósito, como objetivo, e que seja um convite a virem pessoas de fora.
Entrevista e fotos: Ricardo Perna




